segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A PALAVRA DO ANO 2025 É (para os alunos de 3e/9º ano):

A lista de dez palavras candidatas para a eleição em 2025 foram as que se seguem abaixo, junto dos significados que justificaram a seleção de cada uma delas: 

agente (IA)
Os agentes de inteligência artificial têm proliferado em diferentes aplicações, como serviços públicos, educação, saúde e comunicação.

apagão
A falha do fornecimento elétrico paralisou o país, deixando milhares de pessoas sem acesso a transportes, comuicações e serviços básicos.

eleições
Após as legislativas de maio, os portugueses voltaram às urnas em outubro para votar nas autárquicas, enquanto se perfilam candidatos para as presidenciais. 

elevador
O trágico acidente com o Elevador da Glória expôs a vulnerabilidade dos sistemas históricos de transporte urbano, levantando sérias questões sobre segurança e manutenção.

flotilha
A flotilha Global Sumud reuniu embarcações de dezenas de países com o objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

fogos 
Com mais de 250 mil hectares de área ardida, 2025 foi um dos piores anos de sempre em termos de fogos florestais. 

imigração
O tema da imigração tornou-se omnipresente, revelando um país dividido entre a necessidade de regulação e os desafios da integração. 

moderado
A dificuldade de acesso à habitação levou o governo a anunciar um pacote de medidas que gerou polémica devido ao valor das rendas moderadas.

perceção
Os dados mostram que a sensação dos portugueses a respeito de temas como segurança, saúde ou corrupção está com frequência desalinhada da realidade.

tarefeiro
O recurso a tarefeiros tem aumentado, designadamente com médicos contratados à hora para suprir carências nas urgências e outros serviços hospitalares.

Este ano as votações para eleger a PALAVRA DO ANO® decorreram até 30 de novembro de 2025 em www.palavradoano.pt e em 3 de dezembro anunciou-se a palavra que, segundo os votantes, melhor representa 2025: APAGÃO!




Esta iniciativa da Porto Editora, em parceria com a Infopédia, decorre há 17 anos e já levou à eleição das seguintes palavras

"Liberdade" (2024) 

"professor" (2023) 

"guerra" (2022)

"vacina" (2021)

"saudade" (2020)

"violência doméstica" (2019)

"enfermeiro" (2018)

"incêndios" (2017)

"geringonça" (2016)

"refugiado" (2015)

"corrupção" (2014)

"bombeiro" (2013)

"entroikado" (2012)

"austeridade" (2011)

"vuvuzela" (2010)

"esmiuçar" (2009)

in https://www.portoeditora.pt/noticias/qual-sera-a-palavra-do-ano-reg/234126

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Os alunos de 3e/9º ano foram desafiados a escolher a palavra do ano 2025, a partir da lista da Porto Editora, apesar da viverem longe de Portugal. Apresentam-se a seguir os votos deles:






Ao escolherem a palavra do ano também indicaram aquela que não lhes parecia ser pertinente para representar 2025:


Podem ler-se a seguir algumas justificações dadas aquando da escolha/rejeição de algumas das palavras da lista proposta pela PE:


JUSTIFICAÇÃO Nº 0

Na minha opinião a palavra do ano é “fogos”. Durante o verão fui testemunha de muitos incêndios, nunca os vi de muito perto, mas mesmo assim, foi aterrador. Isto afetou imenso as minhas férias, e, foi marcante, já que, por causa destes incêndios, vários fogos de artifícios não foram lançados (por exemplo, na festa de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo). Decidi colocar “apagão” no segundo lugar, pois eu não estava em Portugal quando aconteceu, por isso não foi tão importante para mim como os fogos, mas, como a minha avó vive sozinha em Portugal, ouvi falar deste incidente, e fiquei inquieta. Acho, que é incrível dois países ficarem sem luz tanto tempo. Por fim, acho que o desenvolvimento dos “agentes de IA” é claro uma informação atual, no entanto, não fico tão chocada ao ver as proporções que este projeto toma. Já estava preparada para ver as inteligências artificiais tomarem um lugar tão importante no mundo.

(MCF)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 1

Eu decidi colocar a palavra “fogos” em primeiro lugar porque, no meu caso, tem um significado particular, pois, durante as férias de verão, na região onde vivem os meus avós, houve muitos incêndios. Contrariamente ao apagão, eu estava em Portugal quando aconteceram os incêndios e até ajudei a apagar os que rodeavam a minha aldeia. Por isso, também, decidi colocar a palavra “apagão” em segundo lugar. De facto, quando a luz voltou, esqueceu-se rapidamente o apagão, enquanto os fogos não se esqueceram tão depressa já que deixaram as serras negras e despidas. Foi esse aspeto pessoal que me fez colocar essas duas palavras antes de “agente IA”. Mesmo se os agentes (IA) são uma verdadeira revolução, referem algo mais “abstrato” nas nossas vidas. Por enquanto ainda não são tão perigosos como os fogos que alastram pelo mundo e que destroem magníficas paisagens. Os “agentes IA” parecem-me refletir mais a atualidade do que, por exemplo, a palavra “imigração” daí eu ter-lhes atribuído a terceira posição.

(RPB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 2

Na minha opinião, a melhor palavra para representar o ano de 2025 é “agente (IA)”. De facto, neste ano, a inteligência artificial desenvolveu-se bastante, atraindo muitas vezes vários problemas, como na educação: os alunos usam cada vez mais a inteligência artificial para fazer os trabalhos de casa ou, pior, para fazer os testes. Eu acho esta palavra mais importante que os “fogos”, que eu pus em segundo lugar, mesmo se eles me afetaram particularmente porque, no verão, quando fui a Portugal, fomos caminhar nos passadiços de Arouca e tudo à volta estava queimado e o calor era insuportável. Como fomos de carro, atravessámos também o Sul da França que, neste período, estava igualmente afetado com fogos, várias estradas estando fechadas. Podíamos cheirar o cheiro dos incêndios e do fumo. O “apagão” também me marcou bastante, embora menos que os dois primeiros, pois a minha família em Portugal viveu isso e vendo, o que ele provocou, nas notícias, nem podia imaginar o que os meus familiares viviam, mesmo se durou pouco tempo, sem acesso a serviços básicos. Apesar disto, eu acho que a IA representa mais este ano de 2025 porque, sobretudo na escola, todos falam das consequências desta inovação.

(JBG)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 3

A palavra que escolhi como sendo a melhor representação do ano 2025 é a palavra “flotilha”. Ao contrário de outros assuntos apresentados nesta eleição, é um tema que já conhecia antes. A flotilha é importantíssima no caso da situação atual do mundo. Conhecendo o conflito entre Gaza e Israel sinto-me muito orgulhosa por ver Portugal e outros países ajudarem as pessoas que precisam. Acho que o tema da “agente (IA)” é também um tema bem internacional já que vemos muitos sítios internet a participar na evolução da IA. Não sou uma verdadeira fã de IA, mas acho que ela pode ser útil em áreas como a medicina, a história, etc…

No caso do “apagão”, eu não escolhi realmente essa palavra para o terceiro lugar por causa da sua importância em Portugal, mas porque eu conhecia esse assunto e eu estava no Sul da França quando esse acidente aconteceu.

Só espero só que a palavra “flotilha” vença, por causa das dificuldades horríveis do povo de Gaza!

(EB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 4

A palavra que eu escolhi como palavra do ano foi “apagão”. Eu escolhi esta palavra porque o apagão em Portugal e Espanha teve um impacto “bom” na sociedade, mesmo se o acontecimento foi ruim. O impacto bom foi que, por causa da falta de eletricidade, não havia internet, logo ninguém pôde ficar “vidrado” no telefone e muitas pessoas saíram para a rua para jogar, para conversar, ie para socializar o que acabou por unir as pessoas já que todos tinham o mesmo problema. A minha segunda palavra foi “Agente (IA)” porque, afinal, a IA é um assunto atual que tem impacto, só que não teve, e não tem, impacto positivo social igual ao “apagão”: esses agentes de IA poluem, mas a falta de energia não permitiu essa poluição. Mesmo se reduzir a poluição é positivo, o apagão me afetou mais por ter permitido a socialização numa sociedade em que deixámos de falar uns com os outros. Como terceira palavra eu escolhi “imigração” porque é um assunto que é relevante já faz muito tempo, mas não teve em mim um impacto igual ao dos agentes IA ou ao do apagão (este último proporcionou algo que foi legal, na minha opinião: o ver as pessoas saírem para a rua e se reunirem numa sociedade cada vez mais individualista agradou-me bastante!) tal como expliquei acima.

(RF)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 5

Eu coloquei a palavra “eleições” na última posição porque eu acho que não é tão grave como o acidente do elevador da Glória que “custou vidas”. E mesmo se a palavra “elevador” nos faz refletir sobre a vulnerabilidade das máquinas, consegue ser menos relevante do que a palavra “perceção”. Na verdade, o facto de as opiniões dos portugueses estarem frequentemente desalinhadas da realidade é algo muito problemático. Outra razão que me levou a colocar a palavra “eleições” na última posição é o facto das eleições serem frequentemente muito polémicas ao longo da história, isso não é uma novidade. Na minha opinião, estas três palavras são as menos importantes das dez palavras propostas para eleição, porque eu penso que evocam problemas que se resolvem mais facilmente do que, por exemplo, os incêndios.

(RPB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 6

Para mim, a pior palavra para representar o ano de 2025 é “moderado”, pois eu nunca tinha ouvido falar sobre as medidas que geraram polémica. Mesmo depois de me ter informado, eu acho que essa palavra não poderia representar este ano. A palavra “tarefeiro” fica no penúltimo lugar porque, mesmo se já ouvi falar, não me interessa este tema, apesar de estar consciente que isto pode ser injusto em muitos casos, pois os tarefeiros não têm salário fixo e são pagos à tarefa, podendo assim ser mal pagos. Por último, eu pus a palavra “perceção” no oitavo lugar porque me marcou mais do que as outras duas, mesmo se não ouvi falar muito deste assunto. Quando o meu irmão partiu o pulso na ginástica, ele teve de esperar no hospital durante seis horas antes de pôr o gesso. Ele contou-me que havia muita gente, com problemas menos graves do que o dele, que reclamava na sala de espera e era insuportável, pois elas exageravam e acabavam por incomodar todo o mundo. A sensação delas estava com frequência desalinhada da realidade.

(JBG)


JUSTIFICAÇÃO Nº 7

Na minha opinião, a palavra “moderado” é a menos interessante dessa lista. Pode ser importante em Portugal, com certeza, mas eu acho que é só uma contestação fútil de proprietários ricos. Parece-me que esse assunto não é tão essencial como os outros dessa lista.

No caso do “elevador”, acho que refere uma história trágica, porque houve mortes, mas, a importância desse acidente não é capital. Nunca ouvi falar desse acontecimento antes de ter visto essa eleição da palavra do ano e não a pus em último lugar só por respeito pelas pessoas que morreram. Finalmente, para a palavra “imigração” tenho a dizer o seguinte: acho que é um assunto importante, quase mundial para os países acolhedores dos refugiados, mas, já falámos tanto desse assunto no passado... Em França, também não passa um dia sem ouvirmos falar sobre imigração. Eu, claro, tenho pena dos refugiados, obviamente, mas só acho que é um assunto demasiado abordado e por isso coloquei a palavra que o refere em oitavo lugar.

(EB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 8

Como não sou adulta, a palavra “moderada” refere algo que não me afeta realmente. Na minha opinião, é uma boa decisão da parte do Estado limitar os preços das rendas, mas não sendo maior de idade não me afeta. Decidi pôr as “eleições” no nono lugar, já que ouvi falar destes eventos. Os meus pais vão votar e, claro, falam disso durante o jantar. Já o tema da “imigração” é mesmo algo muito importante e que me preocupa mais por isso coloquei a palavra antes de “eleições” e “moderada”. Não há só imigração em Portugal, os comportamentos escandalosos contra a imigração, como por exemplo o racismo, também estão presentes em França, e isso desde há muito tempo.

(MCF)

 

15 comentários:

LC disse...

A justificação que preferi foi a número 1 (de RPB), porque acho que explicou muito bem suas palavras representantes do ano 2025. Também preferi a primeira justificação, porque as razões da escolha da palavra ‘fogos’ para o topo da lista são muito sentimentais, o facto dele ter vivido a situação confere autenticidade à sua escolha.

MG disse...

A minha justificação preferida é a n.º 1, escrita por RPB. Em primeiro lugar, gostei muito da forma como ele justificou as suas escolhas. Além disso, ele utilizou um vocabulário muito variado. Por último, o facto de ter falado da sua própria experiência mostra que é sensível a estes assuntos.

FR disse...

A justificação que eu preferi foi a primeira, porque eu teria usado a mesma ordem para representar este ano, pois, como a pessoa que escreveu esta justificação, também fui confrontado com estes incêndios e tive de ajudar a minha aldeia a apagá-los. Eu acho que o autor deu bons exemplos e fez frases simples e estruturadas.

RDLBN disse...

A minha justificação favorita é a nº 1. Eu gostei dela porque foi pessoal, o autor conta brevemente a história de como ajudou no apagão, o que fez muito sentido relacionando a palavra ‘fogo’ com a palavra ‘apagão’; além disso eu concordo com tudo o que foi falado sobre a terceira palavra "Agente (IA)".

LOL disse...

Achei muito interessante a justificação número 1 de RPB pois, como outras, ela se baseia em exemplos de experiências pessoais. Além disso, está bem organizada e estruturada, com argumentos sólidos e bem desenvolvidos. Outra qualidade é sua escolha rica de vocabulário.

JM disse...

A justificação que preferi foi a nº 1, de RPB, porque acho que as escolhas foram bem justificadas e interessantes. Tocou-me mais porque resume o que eu vivi pessoalmente. Penso que RPB justificou bem ao referir que os fogos deixam mais sequelas do que “agentes IA" e do que o "apagão". RPB também teve a coragem de ajudar a apagar os incêndios da sua aldeia o que me parece muito pessoal e justifica plenamente o seu primeiro lugar.

JB disse...

Na minha opinião, a justificação 1, de RPB, é a melhor, porque na primeira parte quando ele explica porque escolheu a palavra " fogos", o seu argumento é mais pessoal pois refere que ajudou a apagar os fogos, demonstrando assim a sua coragem nessa situação. Também faz uma excelente comparação entre o agente IA e os fogos dizendo que é menos perigoso e terrível o agente IA do que os fogos que representam um perigo para o planeta.

EB disse...

Para mim, a justificação 1 (RPB) foi a que apresentou os melhores argumentos com ajuda de experiências pessoais para as duas primeiras palavras (fogos e apagão), mostrando conhecimento desses assuntos. Quanto à justificação da terceira palavra, a escolha de ‘agente IA’ parece-me óbvia. Um tal impacto no mundo e o seu desenvolvimento mostra a sua importância, parece-me lógico vê-lo no pódio.

BLM disse...

Eu acho que a justificação nº 2 de JBG é muito boa, a ordem das palavras está muito bem justificada, com bons argumentos. Eu também concordo bastante com a classificação das palavras, mesmo se não é exatamente a mesma que a minha.

MCF disse...

A minha justificação preferida é a segunda porque é muito detalhada e está bem estruturada. O ponto de vista é explicado de forma clara, com base em experiências pessoais, o que torna o texto mais convincente. Ela também usa factos conhecidos por todos, o que facilita a compreensão e reforça os seus argumentos. Cada ponto é desenvolvido em detalhes, o que faz com que a argumentação seja persuasiva.

RPB disse...

Eu achei a justificação 2 de JBG muito bem realizada e bem desenvolvida. As frases são claras, bem organizadas e fáceis de ler. Além disso, o facto da autora explicar a sua opinião com exemplos concretos torna o texto mais interessante e ajuda-nos a compreender melhor o seu ponto de vista.

LDA disse...

Na minha opinião, a justificação nº 4 (RF) é a mais interessante, porque mostra que um acontecimento negativo, como o apagão, pode ter efeitos positivos. Achei original a ideia de ter destacado que as pessoas falaram mais entre si e se tornaram menos dependentes do celular.

CL disse...

Na minha opinião a justificação que está melhor escrita é a de JBG, a número 6. A justificação foi feita de maneira clara e muito bem estruturada. A classificação está bem explicada graças a palavras como "penúltimo" e "oitavo", elas permitem entender bem a ordem das palavras sem cair em repetições. Na justificação dada também foi usada uma história pessoal, o que dá uma impressão de mais proximidade e mostra um esforço intelectual. Além disso, houve uma preocupação em selecionar vocabulário cuidado, variado e rico.

GSMMO disse...

Na minha opinião, a justificação nº 6 da JBG destaca-se das outras.
Gostei da forma como JBG se exprimiu e, mesmo se não partilho a sua opinião, conseguiu convencer-me graças aos seus argumentos. Além disso, apreciei o facto de ter comparado a visão dos portugueses com a historieta do irmão, para explicar a posição da palavra "perceção". Foi por isso que escolhi a justificativa de JBG como a melhor entre todas.

MMM disse...

A justificação que eu preferi foi a primeira justificação, de RPB. A justificação da escolha
para a melhor palavra do ano, ‘Fogos’, é um pouco pessoal, pois fala dos avôs que
moravam perto dos fogos.

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?