Ler ou Não Ler, eis a questão!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

LENÇOS DOS NAMORADOS: recados de Amor em português

A partir de uma pesquisa na internet em torno dos lenços dos namorados, os alunos de 3e criaram os seus lenços cheios de erros ortográficos e no registo de língua popular que tão bem os caracteriza, entre outros aspetos... Numa exposição imaginada e orientada pela Professora Conceição Escórcio, aqui fica o resultado deste trabalho:

Uma exposição para o mês de fevereiro 2016

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E estes nossos trabalhos expostos resultaram nisto que aqui se pode ver:

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Redação de texto argumentativo... (9º ano)

A partir do visionamento do filme de Francisco Ribeiro, O pátio das cantigas (1942), a turma de 9º ano redigiu o texto argumentativo que se segue A primeira etapa do trabalho foi a planificação do texto a escrever procurando equilibrar no levantamento dos aspetos positivos e negativos



Argumento a defender: “vale a pena ver o filme “ O Pátio das Cantigas”

Introdução
Apresentação do filme, do cineasta e do argumento do nosso texto
Desenvolvimento
Cf tabela “pontos positivos e pontos negativos”
Conclusão/Desenlace
Normalmente, não apresenta ideias novas, retoma as ideias importantes do desenvolvimento

Pontos positivos
Pontos negativos
  • Mostra-nos como decorre a vida num bairro popular lisboeta (ajuda à leitura de livros cuja açao decorre num espaço similar, como por exemplo Casos do beco das sardinheiras)
  • É um clássico do cinema português (permite alargar a nossa cultura geral sobre cinema português)
  • Mostra-nos um pouco daquilo que era o regime salazarista (o sistema protege as pessoas e dita-lhes como devem viver)
  • Permite-nos conhecer o cinema português da década de 40 do século XX
  • Permite-nos apercebermo-nos dos progressos feitos ao nível das novas tecnologias (o rádio e o vynil é que estavam na moda)
  • Revela-nos os gostos musicais da época (o fado) além de dar à história ritmo
  • O filme tem cenas cómicas e cheias de humor que prendem o público (por ex. A conversa de Narciso bêbado com o candeeiro; a provocação repetida feita ao droguista Evaristo)
  • O filme tem concentração espacial no pátio o que nos permite conhecer o dia a dia nesse tipo espaço
  • O filme é antigo e a preto e branco
  • O filme impõe uma visão positiva do regime protetor salazarista
  • Algumas passagens não têm som o que pode levar a algum aborrecimento durante a visualização
  • O filme é longo
  • O filme é monótono em termos de espaço (há concentração espacial no pátio)
  • O filme não tem a estruturado tipo princípio-meio-fim apresentando várias cenas tiradas do cotidiano do espaço que é o pátio onde vive toda uma galeria de personagens (a dona Rosa que vende no mercado, a cantora que emigrou para o Brasil, o dono da leitaria, o dono da drogaria, o mulherengo, os cantores de fado, o rádio amador)
 

sábado, 23 de janeiro de 2016

EXPRIMINDO UMA OPINIÃO SOBRE O CONTO "A torneira" de Mário de Carvalho



     Dá a tua opinião fundamentada sobre o conto «A torneira» de Mário de Carvalho. Qual o interesse para um jovem da tua idade de ler esta obra portuguesa no século XXI? Responde baseando a tua resposta nesta ou noutras questões que te ajudem a melhor exprimir o teu ponto de vista. (entre 130 e 160 palavras)

I)
    «Qual o interesse de ler uma obra de Mário de Carvalho no século XXI?» Os contos de Mário de Carvalho podem ser considerados irreais e loucos, mas veremos aspetos que podem fazer com que a sua leitura seja algo divertido.


     Primeiro, acho que esses contos são divertidos, porque apresentam situações loucas e engraçadas, como por exemplo em «A Torneira» onde existe a possibilidade de se inverter o eixo de rotação de Terra, o que é impossível, mas completamente viável no domínio da ficção-ciêntífica.



     Também penso que é essencial ler os contos retirados da coletânea Casos do beco das sardinheiras (de onde foi retirado « A torneira »),  porque cada um deles pode apresentar uma moral. Mais uma vez, no conto «A Torneira», o facto de o Pedro ter mexido na torneira que estava na gateira provocou uma chuva destruidora. A moral do conto pode ser então de que não devemos tocar no que é desconhecido ou proibido.



     Estas razões confirmam, para mim, que é essencial ler os contos de Mário de Carvalho no século XXI. (AC)

II)
         “A torneira” é um conto do livro Casos do beco das Sardinheiras de Mário de Carvalho, um célebre autor português.

            Para mim, que sou um adolescente, acho que este conto é interessante e engraçado pois posso identificar-me com os gaiatos do conto. O livro é intrigante, pois vemos que todos os contos são histórias que implicam pessoalmente todos os habitantes do Beco e lembram-me o ambiente que podemos encontrar nas aldeias de camponeses donde vêm os meus avós e onde toda a gente se conhece. Também acho que o conto nos permite conhecer mais um célebre escritor português ainda vivo e uma das suas obras. Agrada-me igualmente ver a linguagem popular que usa o autor, uma linguagem que nos introduz ainda mais nesse ambiente do beco lisboeta onde se passam todos os casos narrados na coletânea de contos.

            Este livro de Mário de Carvalho é uma porta aberta para a imaginação e a sua leitura é fácil e engraçada. (LS)

III)


     Esta é uma crítica do caso "A Torneira" de Mário de Carvalho. É um caso muito divertido e interessante pois mostra-nos como as crianças encontram brincadeiras perigosas quando se sentem desocupadas como acontece nesta história onde as crianças entram na "gateira" e giram uma alavanca que vai provocar uma queda de uma coluna de água vinda do céu que pode inundar o beco. Esta ideia veio do Pedro, um menino "revoltado".

    Gostei de ler este caso pois nós também fomos crianças e vimos como algumas têm coragem e curiosidade. Na realidade, elas não pensam nas consequências que poderiam vir a acontecer e são muitas vezes destemidas.

   Também gostei de lê-lo, porque é alegre e porque Pedrinho tem uma atitude valente pois apesar da ideia de entrarem naquela gateira ter vindo dele, ele mesmo consegue agir com uma atitude rápida, quando ninguém sabe o que fazer, para evitar a catástrofe. É um caso engraçado que vale a pena ler pelo que acabei de dizer! (MB)

IV)

     Pessoalmente não gostei de ler o conto "A Torneira" (pois os contos da coletânea a que pertence – Casos do beco das sardinheiras - não me agradam). O facto de cair chuva num local preciso e com bastante força é absurdo, mas o que gostei menos na leitura deste conto, foi o último parágrafo em que o narrador diz que os "gaiatos" podiam ter alterado a rotação da Terra. Acho esta ideia desnecessária para o desenvolvimento da história e penso que o escritor podia perfeitamente não pôr esta ideia no seu conto.

     No entanto, ler este conto pode ser interessante para que o leitor possa conhecer um escritor português do século XXI: Mário de Carvalho. O interessse para um jovem da minha idade em ler esta obra é que este pode aderir a uma visão mais "espetacular" do mundo através do poder que uma personagem parece ter, neste caso o Pedro, para alterar a rotação da Terra. (ACR)

V)

    Eu acho interessante que um jovem da minha idade leia esta obra portuguesa do século XXI pois as lições que nós podemos tirar deste conto são várias: “a curiosidade é um feio defeito”, “nunca devemos desobedecer ao que os nossos pais nos dizem para fazer” e “se foi você quem causou o problema, então você tem que resolvê-lo”.

   Eu referi estes três provérbios, pois no conto dá para ver um pouco de todos eles. O primeiro provérbio citei-o, pois o fato do Pedro estar curioso vai fazer com que ele entre na gateira com os amigos provocando um sério problema. O segundo eu o referi porque, neste caso, todas as crianças vão desobedecer aos pais entrando na gateira. O terceiro provérbio foi referido porque foi o Pedro a fazer a bobagem, e como ele a desfez também, o castigo do pai foi menor. (GCF)

VI)

      O conto “ A torneira” de Mário de Carvalho é, para mim, um pouco ridículo: a história não tem muito interesse (um grupo de crianças faz rodar uma roda e começa a chover, como se o céu fosse uma torneira, e depois o autor da asneiras, o Pedro, volta a rodar a torneira para o outro lado e para de chover). Mesmo assim, o conto está bem escrito e ao ler algumas partes, eu consigo rir devido às reações de alguns personagens (por exemplo quando o Zé Metade começa a culpar o Andrade pelo que se estava a passar e este responde mal ao Zé Metade...). O conto pareceu-me demasiado simples pois a história “fala” sempre da mesma coisa e é muito repetitiva.

    Resumindo e concluindo, eu não gostei da história deste conto que achei demasiado repetitivo, apesar de estar bem escrita e de me ter feito rir durante algumas passagens. (PS)




 

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?

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