Ler ou Não Ler, eis a questão!

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

PEDRO ALECRIM de António Mota (6º ano - 2007/2008)


- Vais ser tratado como um filho – disse o tio Trindade, dando-me uma palmada nas costas.
Mais tarde, sentámo-nos à varanda, e eu aprendi a pôr as cordas no cavaquinho.

In PEDRO ALECRIM, António Mota, 14ª edição, Gailivro, 2006, p. 131.


A partir destas palavras finais da obra de António Mota, os alunos do 6º ano da Secção Portuguesa do LI imaginaram a continuação da história. Serviram-se dos mesmos personagens e dos mesmos ambientes. O protagonista continuou a ser Pedro Alecrim.


O fruto da imaginação é o que se segue… NÃO SE ESQUEÇAM DE ESCOLHER A MELHOR CONTINUAÇÃO DA HISTÓRIA!!!



E a vida foi passando. Pouco a pouco, tornei-me um às do cavaquinho. Nos dias de festa, eu é que ia tocar com o meu tio! Via as moças a dançar e a rir, todas contentes. E foi assim durante dez anos, trabalhava na oficina, tocava cavaquinho. Até que um dia, em que estava muito cansado por ter trabalhado toda a semana, a minha irmã veio-me acordar com uma carta na mão. Primeiro, pensei que fosse uma resposta da escola de Lisboa. Ainda não o tinha dito a ninguém: inscrevera-me numa escola de música da capital! Depois de ter pegado na carta e ter dito à minha irmã para me deixar descansar, observei-a.
Na frente do sobrescrito lia-se:« Pedro Alecrim,
Amigo ... »...o Nicolau! ...pois deve ser o Nicolau! Abri a carta com muita pressa.« Meu amigo, Há muito tempo que não te envio cartas...Eu tenho andado muito triste!O meu irmão foi atropelado num acidente de carro e deixou-nos sozinhos!Não tenho mais ninguém...a minha cunhada saiu do país, os meus irmãos fartam- -se de trabalhar e os meus pais morreram (isso já deves saber !).Estou num orfanato.Tira-me daqui !Nicolau » E foi assim que cinco anos depois andávamos os dois a cantar por esse Portugal fora. Íamos de Aveiro até Faro! As pessoas adoravam-nos. Mas agora escutem, para que eu possa explicar como isso aconteceu: a minha mãe aceitou Nicolau em nossa casa. Íamos os dois trabalhar para a oficina e, num dia de calor, ouvi o Nicolau a cantar, tinha uma voz de ouro! Foi então que decidimos formar um grupo: eu tocava cavaquinho, e ele cantava! Só que não tínhamos manager! Chamámos o Luís que tinha feito muitos estudos desde que nos separáramos. Foi uma alegria! Falámos nos nossos projectos e ele aceitou ser o nosso manager! Agora temos todos 60 anos e estamos a recordar os velhos tempos à frente de um bom copo de vinho!

yoyox


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- Acabou por hoje! – disse o Tio cansado. – Agora é hora de trabalhar!
Uma semana mais tarde :
- Tio, podemos ir a Lisboa ? – perguntou o Pedro cheio de entusiasmo.- Para quê? – perguntou o Tio espantado.- Quero ir ver o Nicolau!- Está bem, vamos daqui uma semana.- Obrigado, Tio! – disse o Pedro muito contente. – Posso levar o meu cavaquinho para lhe mostrar o que sei tocar?- Claro ! – respondeu o Tio, o Pedro merecia ter uma recompensa por ter trabalhado tanto.- Vou escrever-lhe um postal para o prevenir. – disse o Pedro.No postal que Nicolau recebeu podia ler-se:
« Caro Nicolau, Vou visitar-te um desses dias. Espero que estejas por aí.Pedro»
O Nicolau respondeu então ao amigo:
«Olá Pedro, Recebi o teu postal. Estou em casa e quero que saibas que és bem-vindo aqui!Nicolau»


mxmu

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No dia seguinte levantei-me às sete horas da manhã para ajudar o Tio a reparar uma mota. Depois de almoçar os meus tios levaram-me a visitar a minha mãe. Já estava com saudades dela! A seguir voltámos para casa e fomos jantar. Durante o fim-de-semana, aprendi a tocar cavaquinho. Foi difícil, mas consegui!!
(Alguns anos mais tarde)
Já tenho 20 anos. Ontem fui visitar o Nicolau! Quando cheguei mostrei-lhe como sabia tocar cavaquinho. Depois começámos a tocar cavaquinho e formámos uma banda.


caro
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Já eram quatro horas da tarde, nenhum cliente na garagem. Eu não tinha nada para fazer. Então decidi ir passear. No caminho vi uma montra onde estava exposto um bilhete de lotaria a metade do preço, e que custava agora trinta cêntimos. Decidi entrar para comprar o bilhete, e qual não foi o meu espanto ao raspar e descobrir três casinhas com três mil euros. Gritei de alegria, e decidi oferecer esse bilhete à minha mãe.

lisi

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5 anos mais tarde…

Hoje é o meu aniversário! Estou mesmo feliz por passar esse dia com o meu tio, ele é muito simpático comigo. Mas falta alguém: o Nicolau! Há dois anos que parámos de escrever e não tenho dinheiro que chegue para ir a Lisboa. Trabalho, trabalho e.... trabalho, foi o que fiz durante todos esses anos. Hoje, decidi que vou ser professor de cavaquinho! Irei ensinar a toda a gente esse meu amor pela música que enche o meu coração! Foi o meu tio que me ensinou, e agora sei quase tudo o que há para saber.O meu tio? Está a tentar fazer-me uma surpresa, e eu a fingir que não sei de nada. São horas do jantar do meu aniversário. O meu bolo é magnífico! Queria tanto que o meu pai me visse...
« Vais ter uma surpresa, vais ter uma surpresa! » O meu tio não pára de repetir…
E, de repente, que surpresa! O Nicolau à minha frente!
« Surpresa! Então tás bom? » - pergunta-me o meu amigo. Nem consigo responder. O que faz ele aqui? Cresceu tanto!
« É o teu aniversário, não é? Então, estou aqui, e não estou sozinho: vim com o Luís! »
Ai meu Deus, estou a sonhar! Passámos a noite toda a contar uns aos outros a nossa vida. Que boa prenda de anos!!!

alimacak

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O Pedro Alecrim aprendeu muito rapidamente a tocar o cavaquinho do pai:- Ó tio, quantos cavaquinhos é que tem? – perguntou-lhe o Pedro um dia.- Eu tenho quatro cavaquinhos - respondeu-lhe o tio.Dois anos mais tarde...O Pedro pediu ao tio para convidar o Luís e o Nicolau para formarem um grupo.-Está bem! - autorizou o tio.Então o Pedro enviou uma carta a cada amigo onde dizia assim: « Luis e Nicolau, convido-vos a formarem um grupo de música comigo. Aceitam? »Tanto o Luís como o Nicolau aceitaram, mas nenhum sabia tocar um instrumento de música. O Pedro sugeriu-lhes, então, que viessem a casa do tio Trindade no dia 14 de Junho.
Nesse dia o Pedro Alecrim levantou-se às 11h da manhã. Ao acordar já estavam os amigos a aprender com o tio Trindade a tocar cavaquinho.Seis meses depois...Os três amigos já sabiam tocar cavaquinho na perfeição. Faltava agora escolher o nome do grupo. Não tinham ideias e um dia o tio Trindade disse: « Vamos lá ensaiar, cavaquinho boys! ». E foi mesmo esta expressão que acabou por ficar o nome da nossa banda: Cavaquinho Boys! Os Cavaquinho Boys, com o passar do tempo, tornaram-se conhecidos por todo o país e angariaram muitos sucessos!

Superbenfica

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O Pedro Alecrim sabia tocar cavaquinho e estava muito contente. Ele e o Nicolau encontraram-se em Lisboa no aeroporto. Os dois, contentes, foram a casa do Pedro e o Pedro tocou cavaquinho. O Nicolau, muito impressionado porque não sabia que o Pedro tocava cavaquinho também queria tocar. Veio dia, quando eles foram para a escola, o Pedro levou o seu cavaquinho. Os seus amigos ficaram muitos contentes por vê-lo tocar tão bem!

vpv

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E era assim todos os dias. Mas, um dia, o Nicolau apareceu. Estava tão feliz que pediu ao tio Trindade para parar a aula de música.Fui ter com o Nicolau e ele disse-me:- Olá, Alecrim aos Molhos! - e abraçámo-nos. Nesse dia, nem me zanguei com o Nicolau por ele me chamar “Alecrim aos Molhos”.O Nicolau depois explicou-me:- Sabes Pedro, eu já não trabalho em Lisboa!- Então porquê? – perguntei eu todo contente por ele estar ali.- Aquele trabalho não era para mim. Garrafas, garrafas e mais garrafas, não imaginas!- Pois - disse eu - devia ser uma chatice! Mas ganhaste algum dinheiro? - perguntei eu com os olhos a brilhar.- Pois claro que sim! - respondeu ele todo vaidoso.- Então mostra! - exclamei eu já quase a dar pulinhos. Até o Nicolau se pôs a rir de me ver tão excitado.- Está bem, está bem, Pedro, não é preciso saltar, não vai mudar nada.Então ele mostrou-me e tinha trinta euros; era uma verdadeira fortuna! E pela primeira vez tive uma ideia brilhante que propus ao Nicolau:- Porque não guardarmos este dinheiro num lugar seguro, trabalharmos nos nossos campos e vendemos as nossas colheitas?- Que boa ideia, Pedro, meu amigo!E pela primeira vez o Nicolau sorriu-me como nunca me sorrira antes.

clarinette

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Seis anos mais tarde, o meu tio estava velho e pouco tempo depois morreu.Eu estava muito triste, quando um dia o telefone tocou: Drriiing!Eu peguei nele e ouvi uma voz que eu não ouvia há muito tempo... Nicolau!Ele continuava em Lisboa, e perguntou-me se eu queria ir viver com ele. Aceitei porque não sabia para onde podia ir, se não fosse para Lisboa!Dois meses depois, eu estava quase sozinho, rodeado de cruzes no cemitério, a olhar para a sepultura do meu pai e disse:-“E amanhã, pai, amanhã vou-me embora do campo e apanho o avião para trabalhar com o meu amigo Nicolau. Lembras-te do Nicolau? Agora está crescido e quer casar-se e ter muitos filhos... eu gosto muito de ti e deixo-te um grande beijo!”Depois de ter dito estas palavras, deixei rosas, vermelhas e amarelas, e uma fotografia dele com toda a família...Agora, o avião estava no ar, voava e olhei pela última vez ,as belas planícies do campo onde nasci e cresci e lembrei-me de todos os bons momentos passados com as pessoas que me são caras e que estão bem longe neste momento...

DAPVDM
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Lá fui eu trabalhando com o meu avô e lá me foi ele ensinando o que sabia...Mais tarde mostrei, a quem quisesse escutar, os meus conhecimentos de música! Dois meses depois tive a ideia de dar um concerto… tinha de ser tipo os concertos dos DZRT!!!!
Vai parecer-vos impossível, mas consegui! Todo o público que lá estava gostou! Acalmem-se, eu sei que ainda não falei do meu tio, mas ele participou também neste concerto: tinha trazido bocados de ferro e um pau e batia por cima de algo parecido com uma bateria…Eu e ele acabámos por fazer uma grande carreira na música.


elo_fervença
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Mais tarde, sentámo-nos à varanda, e eu aprendi a cordas no cavaquinho.Mas eu não era muito bom, porque o cavaquinho é um instrumento difícil de tocar. A primeira vez em que toquei no cavaquinho o meu tio riu muito e disse-me:“-Olha filho, sou velho, mas tenho bom ouvido. Tu vais levar muito tempo para aprender a tocar esse instrumento!”Nesse dia eu compreendi que o cavaquinho não era um instrumento fácil.Alguns anos mais tarde, eu já sabia muito bem tocar cavaquinho e todas as semanas recebia uma carta do Nicolau. Ele contava-me as suas histórias que eram muito aborrecidas. Hoje vou ver a minha mãe e os meus irmãos.Quando cheguei, vi a minha mãe com a minha irmã que estava muito grande e o meu irmão mais novo que queria estar sempre a jogar comigo. Ficaram todos contentes quando me viram e eu também! A minha mãe disse-me então:- Olá filho, estás bom?- Sim, estou.- Tu cresceste muito, ó meu pequenino Pedro!- Eu sei. Os animais estão bem?- Sim, todos estão bem.Fiquei dois dias em casa da minha mãe e depois fui-me embora para casa do meu tio para o continuar a ajudar.

ezkeziel

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No dia seguinte, Pedro acordou cedo porque queria escrever uma carta ao Nicolau.
“Nicolau, meu amigo, estás bem? Por aqui tudo vai andando, o meu tio Trindade ensinou-me a meter as cordas no cavaquinho. Sabes que eu vou ajudá-lo na oficina e ele vai ensinar-me a tocar cavaquinho?”Xau,
Pedro Alecrim
Depois o tio chegou e disse:- Vem, Pedro, vamos tomar o pequeno-almoço.- Está bem, tio, já vou. Depois do Pedro e do tio Trindade tomarem o pequeno-almoço foram directos para a oficina. Naquele dia, uma senhora veio pôr o carro a arranjar. O meu tio e outros homens fartaram-se de trabalhar, eu só ajudei um pouco. Depois de ter reparado o carro toda a manhã, fomos almoçar. Durante o almoço, os homens e o meu tio só falaram de mecânica. Na parte da tarde, acabámos de arranjar o carro e depois passámos a uma mota… e continuei a trabalhar na oficina!

SLB

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- Ó tio, posso ir dormir? Hoje estou muito cansado.
- Claro que podes ir dormir. Amanhã será um outro dia.
No dia seguinte, Pedro acordou e foi procurar o tio.
- Tio, onde estás?
- Estou aqui, o que está acontecendo?
- Sonhei que vou ser artista, vou ser o melhor profissional do mundo!
Cinco anos mais tarde, o tio Trindade e o Pedro Alecrim, depois de terem ganho
dinheiro suficiente, decidiram que Pedro Alecrim podia ir a Lisboa. Chegando sozinho à capital o jovem telefonou a Nicolau:
- Ó Nicolau, estou em Lisboa!!!

Pedro Alecrim aproveitou a ida a Lisboa para rever o amigo e… foi correndo para o edifício 15. Era uma torre enorme onde se realizavam audições para descobrir novos talentos... O rapaz ficou muito feliz, mas sentia falta do tio e da mãe. Acabou por participar nas audições só pela sua mãe e pelo tio. E não é que conseguiu ser seleccionado????
Faltava-lhe agora encontrar duas pessoas para o seu grupo. Se as encontrasse assinaria um contrato com a melhor editora de música portuguesa.
Entretantp não perdeu tempo e foi a uma papelaria, comprou papel e caneta para escrever à mãe e ao tio a contar as novidades. Estava feliz!

hackspsg

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Depois, voltei para casa e vi Jacinto me chamando:- O-o pa-papai não vai vo-voltar?Pensei,"Pobre rapaz, o pai não vai voltar nunca." Mas achei melhor falar:- Um dia, talvez, Jacinto. - disse isso e fiz como o cavalo ruço do tio Zé Maria Coxo.Ele riu muito, mas eu parei quando vi minha mãe. Estava sentada, nos olhando com um grande sorriso. Logo perguntei o que havia acontecido, e ela respondeu-me simplesmente:-A nossa vida vai mudar...-Porquê? - perguntei curioso.- Você não perde por esperar, meu filho! Tu vais ver! Agora, vais dormir!Ainda implorei para saber o que havia, mas não consegui saber nada.Fui depressa dormir! Estava curioso, queria saber o que minha mãe me escondia, e também queria saber como seria meu trabalho na oficina.No dia seguinte acordei cedo para ir trabalhar. Chegando na oficina, o tio Trindade já estava de pé, ajeitando um objeto que não consegui identificar. Ele me deu os Bons Dias e sentou-se ao meu lado explicando-me o que eu deveria fazer.Ao final do dia, me deu uma aula de "Como Tocar Cavaquinho" e eu fui para casa. Já tinha esquecido do segredo da minha mãe. Mas, quando cheguei, não tinha como não me lembrar, ela estava me olhando com um olhar mais feliz do que o do dia anterior. Então ela me falou:- Ganhámos na Lotaria de Natal! Aquela em que por acaso você e o Nicolau jogaram pelo que eu descobri!Eu não acreditei! Tive vontade de rir, mas nessa hora a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-la. E ela estava certa, a nossa vida ia mudar, e para melhor, muito melhor!

micah

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- Depois de meia-hora a aprender a pôr as cordas, o meu tio começou a tocar no cavaquinho. Eu estava fascinado a vê-lo tocar cavaquinho porque sempre quisera aprender a tocar esse instrumento. O tio Trindade não me mentira , eu senti-me como se fosse seu filho !! Pedi então ao tio Trindade:
- Eu gostei de pôr as cordas, mas ainda não sei tocar cavaquinho!
Foi então que me ensinou a colocar os dedos nas cordas do cavaquinho e comecei a tocar algumas notas. Quando vi na cara dele, um leve sorriso, percebi como estava contente comigo. Eu não tocava como os profissionais que passam na rádio, mas...
Os dias foram passando e eu comecei a fartar-me de tocar cavaquinho. Entretanto, recebi carta do Nicolau onde ele me dizia que no café onde trabalhava, precisavam de um empregado e que se eu pudesse, podia fazer esse trabalho e assim ficaríamos perto um do outro. Pedi ao meu tio autorização para partir e ele concordou. Fizemos a minha mala e levei comigo o cavaquinho. Quando chegámos à estação de comboio, o tio Trindade exclamou:
- O comboio ainda não chegou!!
Tivemos então todo o tempo para nos despedirmos. Dez minutos mais tarde, o comboio entrava na estação. E eu fui para Lisboa.

RT

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Depois, mais tarde, fui ver se o tio Trindade podia ensinar-me a tocar cavaquinho, mas ele estava muito ocupado e disse:- Volta mas tarde!Uma hora depois eu e o meu cavaquinho voltámos à presença do meu tio, que tinha um tempinho livre. Fomos então para o escritório dele. E quando entrámos ele pegou numa chave e foi abrir um armário. Lá estava guardado um cavaquinho quase como o meu. Tirou-o do armário, afinou as cordas e começou a tocar. Só depois é que me ensinou e começámos a tocar juntos. Uma semana depois eu já estava farto de trabalhar. O tio Trindade quis entretanto que eu fosse ao escritório dele pois tinha algo muito importante para me dizer. Cheguei lá, bati à porta e ele disse:- Entra meu filho. - e eu respondi-lhe:- Tem alguma coisa para me dizer?- Sim! - respondeu o meu tio.- Tenho de ir de viagem a Suiça. Tenho um negócio novo que acabo de abrir - disse –me. E eu respondi-lhe:- Tudo bem!- Eu já falei com os pais do Luis. Vais poder dormir em casa deles. - disse o tio Trindade com uma voz muito baixa.- Deixo-te aqui as chaves! -disse ele.Uns dias mais tarde, o tio foi-se embora e eu fui para a casa do Luís. Depois, quando me instalei lá recebi um telefonema muito desagradável:- Pedro Alecrim, o seu tio Trindade faleceu! O avião, onde ele viajava, caiu. Fiquei muito triste....Passados seis anos recebi outro telefonema:-Pedro Alecrim, sou o novo dono da oficina. A herança que o seu tio lhe deixou está disponível para que a venha levantar. Eu estava muito feliz com o que o meu tio me tinha dado, mas também estava triste porque me fazia lembrar dele.Com o passar do tempo tornei-me um grande homem de negócios com o meu sócio Luís.

toto
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Alguns anos mais tarde, Pedro já sabia tocar cavaquinho e forma um grupo com o Luís e com o Nicolau que vem todos os anos passar férias com os amigos. Encontraram uma garagem com algum espaço, o suficiente para poderem tocar. Já pensaram no nome do grupo, mas não conseguem pôr-se de acordo. Então decidiram escrever num papel as ideias de cada um, pôr numa caixa e tirar à sorte o nome do grupo!Nicolau tirou o papel:-Foi o que eu escrevi!! O nosso grupo chama-se: "Os amarelos", como a minha cor favorita! -"Os Juniores" seria muito melhor! - replicou o Luís.-Saiu os amarelos, portanto somos o grupo dos amarelos ! - argumentou o Pedro.Dez minutos depois lá se entenderam e ficou o grupo dos "Juniores-Amarelos"!Pedro, Nicolau e Luís foram depois à Câmara Municipal e ofereceram-se para tocar na festa da Vila que seria dali a uma semana. Luís não se sentia preparado, mas tocar em frente de toda a vila era um dos seus sonhos! Ensaiaram durante toda a semana, de manhã à noite, e sexta-feira quiseram ir comprar uma roupa bonita para "o grande concerto".Domingo à noite, dia da festa, Luís, Pedro e Nicolau deram o grande espectáculo e ficaram todos muito contentes! Comeram e beberam. Os três amigos continuaram a tocar e em todas as festas arrasavam. Quando Nicolau partiu, Pedro disse-lhe:-Para o ano que vem, há mais!

vicky
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Era muito complicado e era preciso ter paciência. Cinco semanas mais tarde recebi outra carta do Nicolau desta vez em papel, não em guardanapos. Dizia assim o meu amigo:

Olá Pedro Alecrim!

Pela primeira vez o senhor Xavier deu-me outro trabalho sem ser limpar garrafas. Também me deixou servir os clientes! Até que enfim! Ficou admirado por eu não ter partido nenhum copo. É pena eu não ganhar mais dinheiro, mas o que recebo já é alguma coisa!
Pronto, agora deixo-te, tenho de trabalhar.

Beijinhos,
Nicolau

Eu estava tão farto de escrever cartas que só lhe respondi com estas palavras: « Vem ver-nos!»
Entretanto, aprendi a tocar cavaquinho. Toda a gente gostava de me ouvir. Algumas pessoas davam-me cordas para eu não parar de tocar. Um dia, o Nicolau veio ver-nos e fomos a uma feira. Trouxemos tantas prendas que dei algumas ao Jacinto e o Nicolau deu aos seus irmãos. Uma semana depois o Nicolau regressou a Lisboa. E a minha vida continuou na mesma.

25
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Pedro Alecrim era pobre, mas continuava a ir à escola. O pai de Luís zangou-se com a namorada e voltou de novo para a sua mulher e o seu filho. O irmão de Pedro ajuda-o a tratar do gado e a levar as ovelhas para outro campo cheio de erva fresca e, quando chegam a casa, ajudam a mãe a preparar as refeições. O Pedro e o irmão vão para a escola, mas quando chegam a casa vão fazer os trabalhos de casa. Pedro ajuda o seu irmão e este tenta ajudá-lo, mas não consegue porque é muito pequenino.
O Luís e a mãe ficaram contentes porque estavam todos juntos em paz e sossego. O Luís saiu de casa e foi ter com o Pedro. Foram tratar do gado e ver se as ovelhas ainda tinham erva. O irmão do Pedro foi ter com eles e começaram a jogar às escondidas. O Pedro e o Luís faziam muita batota, metiam sempre o pequenino a contar atrás de uma grande árvore. Foram para casa e o Pedro e o irmão pediram desculpa à sua mãe pelo atraso. E lá começaram a trabalhar com a mãe na cozinha, a fazer o comer, para jantarem e depois irem para a cama.
No dia seguinte, foram para a escola e quando chegaram a casa festejaram o aniversário da mãe e convidaram o resto da família. Nesse dia não fizeram os trabalhos de casa. O Pedro ficou a noite toda a tocar o cavaquinho para a mãe.


tolas
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18 comentários:

Anónimo disse...

A continuação da história de mais que gostei foi a da yoyox porque acho que é muito interessante, está bem escrita, gosto muito da ideia, gosto da maneira como ela escreve, e é muito gira.

caro

Anónimo disse...

Olá,
Gostei muito da continuação do DAPVDM porque é muito claro, compreensível e muito original. Dá vontade de o ler. O que mais gostei foi da maneira como ele consegue não sair do contexto!!!

hackspsg

Anónimo disse...

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A continuação que preferi foi a de RT porque descreve com o estilo de aventura a decisão de Pedro Alecrim de aprender a tocar cavaquinho e também de voltar a ver o seu amigo Nicolau. A acção do texto tem um ritmo agradável e fácil de ler.

mxmu

Anónimo disse...

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A minha continuação preferida é a do toto porque é uma história original e muito interessante. Eu gostei sobretudo das ideias da viagem que se torna uma catástrofe e da herança da oficina. Essas ideias mostram a originalidade do texto.

SLB

Anónimo disse...

A minha continuação preferida é a de clarinette. Gosto da sua forma de escrever e o fim parece-me bastante interessante! Acaba num sorriso (que até deixa outro nos lábios dos leitores) e mais nada. Depois, podemos imaginar ainda mais do que essa continuação. Também achei bom recordar detalhes da história como quando o Nicolau chama o Pedro "Alecrim aos Molhos" ou quando o Pedro diz que os trinta euros que o Nicolau tinha ganho são uma fortuna. Percebemos então, neste último caso, em que época mais ao menos se está a passar a história, pois agora, para nós, trinta euros não é uma fortuna!

yoyox

Anónimo disse...

A história que preferi foi a de clarinette porque ela mostra o trabalho do Nicolau e não só a vida do Pedro. No fim da história o Pedro e o Nicolau ficam a trabalhar juntos, mesmo se o Nicolau tem uma fortuna. É por isso que gosto da sua história que mostra a amizade que tem o Nicolau pelo Pedro.

alimacak

Anónimo disse...

A minha continuação preferida é a de RT, porque tem uma boa forma de escrever e também porque a história é muito interessante e tem uma boa ideia de base. O que RT escreveu consegue ter uma ligação com o livro de António Mota, como quando relembra que o Nicolau trabalha num bar em Lisboa...

Toto

Anónimo disse...

Eu gostei mais da continuação de clarinette porque acho que está mais relacionada com a história e acho que é a mais interessante de acordo com a história de PEDRO ALECRIM

lisi

Anónimo disse...

A continuação do PEDRO ALECRIM de que mais gostei foi a de Alimacak.
Acho que a ideia de querer mostrar o quanto o protagonista gosta da música é muito original! Também gostei da surpresa, quando o Luís e o Nicolau vieram visitá-lo! Gostei muito.

vicky

Anónimo disse...

O meu texto preferido foi o de Toto, porque é original que a fábrica do Tio Trindade viesse a ser do Pedro Alecrim. Mas achei estranho que o seu sócio não fosse o Nicolau e sim o Luís. A ideia do avião e do acidente é engraçada.

Super Benfica

Anónimo disse...

Gostei bastantes das composições de Alimacak e de Vicky, mas a que eu preferi foi a de Yoyox. A continuação da obra foi bem conseguida pois Pedro e Nicolau continuam a escrever um ao outro, tal como acontecia na obra. Além disso, achei a ideia de os dois amigos formarem uma banda de música engraçada e muito actual. Também a ideia de recordar “ os velhos tempos em frente de um bom copo de vinho” é interessante porque é o que acontece quando os adultos se encontram. Vê-se que eles continuaram a ser amigos, apesar de terem vivido longe um do outro, durante o tempo em que Nicolau trabalhava em Lisboa. Podemos concluir o quanto a amizade entre o Pedro e o Nicolau era grande. Yoyox imaginou um final feliz para a história e isso deixa no leitor uma sensação agradável (contrariamente à obra que termina de forma um pouco triste).

clarinette

Anónimo disse...

A continuação de que eu mais gostei foi a de clarinette porque é muito divertida e, apesar de parecer incrível, depois de acabar de ler dá vontade de ler outra vez por ser tão animada e fantástica...
Parabéns!

Dani

Anónimo disse...

A continuação de que eu mais gostei foi a da yoyox. Achei muito divertida e está contada de uma óptima maneira.
Parabéns!

Micah

ezkeziel disse...

A minha continuação preferida é a de Toto porque é uma história original com a viagem surpresa, uma espécie de férias na casa do Luís e a morte do tio. Além disso, também é diferente dos outros, não é minúscula ou gigantesca. É uma história triste contrariamente à maioria que escreveu histórias que terminam bem.

ezkeziel

RT disse...

Achei que a continuação de DAPVDM foi muita boa e criativa, ele teve muita imaginação para escrever esse texto. Tem um estilo de escrever muito original.

RT

vpv disse...

Gostei muito do trabalho de lisi porque a história do bilhete era muita engraçada. Enfim, gostei muito!

vpv

elo_fervenca disse...

Li os textos dos meus colegas que fizeram todos um trabalho muito interessante! Comecei por ler o de yoyox, não compreendi tudo mas isso não interessa porque caí logo num ambiente festivo e alegre (usaste adjectivos e verbos que introduzem logo o leitor no contexto da tua continuação) até ao momento em que o Nicolau perdeu o irmão dele numa atropelamento de carro. Gostei do teu fim: muito claro e legível.
Li a seguir o texto de "mxmu" que também me pareceu uma boa continuação: realista, modesta, talvez simples de mais. Depois continuei com a história de "caro" - é pena não teres desenvolvido mais informações sobre a viagem do Pedro Alecrim até Lisboa! Embora o teu texto seja pequeno, faz passar uma emoção: sente-se até que ponto PA pode ser generoso e nada avarento.
Alimacak, quando leio o teu texto parece que estou mesmo a viver a tua história graças às tuas descrições das acções muitíssimo bem detalhadas.
Superbenfica, em relação aos primeiros textos que li, o teu tem uma diferença que se pode constatar muito rapidamente: é que o texto começa por ser narrado por outra pessoa que não o PA e esse é um bom ponto em comum com o livro.
vpv, este texto é um poucochinho curto e não deixou tempo à imaginação para se desenvolver.
Clarinette, contigo passamos rapidamente do momento em que o PA está longe do Nicolau ao momento em que eles tocam juntos. Tirando isso, o teu texto é fantástico! Parabéns!
DAPVDM, o teu texto também é diferente dos outros por causa do contexto "triste"inicial. Dá vontade de dizer que o teu texto tem um aspecto policial.
ezkeziel, gostei bastante da tua história.
SLB, que dizer? O que eu gosto é que tu respeitas os detalhes do livro.
hackpsg, o que apreciei no teu texto foi a frase filosófica da segunda linha: "Amanhã, será outro dia…"e eu acho que pode ser interessante haver frases dessas nos livros. Olha, no teu trabalho fizeste uma coisa que vê-se na maior parte dos filmes e dos romances, passaste de uma situação crítica a uma história alegre: o PA é pobre e trabalha duro, e no final é um artista ganhou muito dinheiro e compra um bilhete de avião para ir a Lisboa.
Micah, a tua história foi uma das melhores! Nós, leitores, sentimos vontade de querer saber o que se passará depois de PA ter chegado a Lisboa porque o teu texto incita a nossa curiosidade.
toto, triste história!
vicky, se eu tiver de classificar o teu texto com um adjectivo é: atraente!
25, gosto da maneira como apresentaste o teu texto, está tudo muito organizado tudo claro e compreensível!

elo_fervenca

Tolas disse...

O texto que mais gosto é o de mxmu, porque apreciei a forma como ele contou a história. Gostei da forma como contou o final do Pedro Alecrim.
O que mais gostei foi que o autor mostrou que a amizade entre amigos é muito engraçada.
Para mim, que estou longe dos meus amigos de Portugal, gostaria de ter Internet em casa para poder falar com eles, como o Pedro e o Nicolau escreviam um para o outro.
A amizade é muito importante, não é fácil fazer amigos verdadeiros, por isso é que nunca podemos esquecê-los na vida.

Tolas

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?