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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Da obra de Fernão Mendes Pinto, PEREGRINAÇÃO

Os alunos de 3e/9º ano leram uma adaptação (4ª edição, 2015) em banda desenhada da obra Peregrinação. O livro de Fernão Mendes Pinto (1510-1583), por muitos considerado pioneiro no género da literatura de viagem lusófona, foi publicado pela primeira vez em 1614. Tendo sido redigido entre 1570-1578, surgiu numa época conturbada da História de Portugal tanto em termos políticos (domínio filipino, 1580-1640), como em termos religiosos (Inquisição). 

Se o autor diz a verdade, ou se mente, nesta sua obra, foi algo que não nos interessou apreciar. Mesmo se foi referido e explicado o adágio popular em torno do seu nome "Fernão, mentes? Minto". Destacou-se sim o facto de Fernão Mendes Pinto ter descrito na primera pessoa - narrador autodiegético - o que viu de diferente numa zona do globo tão diferente da sua pátria; destacou-se o quanto sofreu; destacaram-se as dificuldades que teve de enfrentar e os comportamentos menos corretos dos portugueses no Oriente; refletiu-se sobre o título da sua obra que nos poderia levar a pensar tratar-se de um livro religioso. Depois destas e doutras considerações, os alunos foram desafiados a escolher um momento marcante da Peregrinação justificando a escolha feita. Essas opiniões foram introduzidas em jeito de comentário a esta postagem do blogue.

31 comentários:

GR disse...

A minha passagem preferida da BD passa-se quando Fernão Mendes Pinto dá a sua arma ao príncipe do Japão. Esse ato mostra que os portugueses não são assim tão maus como a história nos deixa pensar. Essa oferta é um símbolo de amizade e paz.

S.F disse...

O meu momento preferido foi no início quando Fernão Mendes Pinto foge da casa da senhora nobre para ir ao encontro da fortuna e da aventura. É o meu momento preferido, porque para mim é o início da sua nova vida e da sua história, e é também um símbolo para mim de liberdade.

A.MDS disse...

Eu gostei muito da passagem quando Fernão Mendes Pinto está no Reino do Bungo. Há um momento, enquanto Fernão está a dormir, o filho do Rei tenta experimentar a sua arma. Não sabendo as quantidades necessárias de pólvora que deve usar, esta rebentou na cara do príncipe. Toda a população, ao ouvir que o príncipe estava ferido, quis matar Fernão Mendes Pinto. Mas, afinal, o príncipe declarou, depois de acordar do desmaio, que só Fernão Mendes Pinto poderia curá-lo. Essa passagem passa-se no final do livro, nas páginas 47-48.

em disse...

O meu momento preferido da obra é quando Fernão Mendes Pinto vai ser capturado depois da sua frota ser atacada pelos turcos e ser vendido como escravo a um grego. Eu acho que esta passagem reflete muito bem o que eram as viagens pelo desconhecido. Era muito perigoso e quando eram capturados podiam ser escravos toda a vida enquanto outros homens podiam casar-se. Isso nos mostra a coragem dos portugueses que estavam prontos a aceitar o sofrimento, como podemos o ver em algumas das vinhetas das páginas doze e treze, para desenvolver o país em termos financeiros, de conhecimentos, etc.

H.A disse...

O meu momento preferido foi quando Fernão Mendes Pinto chegou a Setúbal e foi recolhido por um fidalgo. Eu escolhi este momento porque o fidalgo teve uma grande importância na sua vida e ensinou-lhe muito sobre as explorações, o que o influenciou no seu futuro.

Anónimo disse...

O meu momento preferido é o fim dessa obra, quando Francisco-Xavier faleceu, porque esse momento é o fim da história da peregrinação de Fernão Mendes Pinto. É o fim do seu caminho. Depois do banquete na corte do reino do Bungo, Fernão Mendes Pinto e os portugueses regressaram à Índia. A 4 de dezembro Fernão Mendes Pinto chegou à Lampacau onde encontrou seis naus portuguesas. Daí ele partiu para Goa e por fim chegou a Lisboa no dia 22 de setembro de 1558. Perdeu a sua fortuna, dando-a à Companhia de Jesus, por isso tentou ter uma recompensa do rei por ter prestado tantos serviços. No fim da história, ele casou-se e teve filhos. Instalou-se na outra banda do rio Tejo, em Almada e começou a escrever a história da sua viagem, a história da sua Peregrinação que foi publicada depois da sua morte. Portanto isso é a minha parte preferida. Finalmente a aventura acabou e ele regressou à sua terra. Depois de ter vivido aqueles momentos todos, depois de ser vendido 17 vezes.

MC disse...

Gostei dos desenhos das páginas 38 e 39 porque eles mostram uma oposição. Na página 38, os portugueses naufragaram nas costas da Ásia e gostei de ver as pessoas que moravam no local ajudarem-nos. Quando os portugueses chegaram, os habitantes pararam de trabalhar e ofereceram-lhes de comer e de beber sem hesitar para que eles se sentissem bem. Isto mostra que mesmo se não conhecemos as pessoas podemos ser simpáticos entre nós. E depois, na página 39, os mesmos portugueses foram atacados por pessoas desconhecidas que pensaram que eles eram ladrões. Em vez de os ajudarem, fecharam-nos numa cisterna.

Anónimo disse...

Gostei da passagem em que o turco, que era um antigo cristão reconvertido ao islão, foi torturado pelos portugueses e que, ao invés de se reconverter à fé cristã, preferiu lançar-se ao mar. Eu gostei desse momento porque eram impressionantes as convicções religiosas naquela época, as pessoas preferiam morrer do que abandonar a sua religião.

H-C disse...

A minha passagem preferida desta obra corresponde às duas últimas vinhetas da página 33. Durante uma noite, Fernão Mendes Pinto e os outros navegadores têm que enfrentar uma terrível tempestade. As embarcações estão demasiado pesadas porque levam os tesouros a Coja Acem. É um momento perigoso para toda a tripulação que corre o risco de desaparecer em alto mar. Finalmente, decidem atirar para o mar doze caixotes com prata de maneira a diminuir a carga da nau e a facilitar a sua flutuação. Para os portugueses, deve ter sido difícil separar-se dum tesouro conquistado há pouco tempo. Mas como o diz uma das personagens “As (nossas) vidas são mais valiosas”. Acho esta frase certa e muito inteligente. É uma espécie de lição de moral. Este homem lembra-nos que a vida de uma pessoa vale mais do que todas as riquezas materiais do mundo, que é melhor perder prata do que perder a vida.

C.R. disse...

O meu momento preferido da obra foi a página final. Honestamente, não gostei muito desta adaptação porque achei que os fatos não foram narrados de maneira muito interessante (foi uma maneira muito repetitiva), mesmo se na realidade a vida de Fernão Mendes Pinto foi palpitante e cheia de aventuras. A última página permite-nos ter uma ideia de todas as aventuras que ele viveu e finalmente conhecer o desenlace de sua longa peregrinação. Também gostei de poder ver uma fotografia da edição original da obra.

E.O. disse...

O meu momento preferido foi quando os portugueses foram atacados pela primeira vez pelos mouros e os portugueses ganharam. Eu gostei desse momento, porque eu gostei muito da cor das vinhetas e da história.

GC disse...

Meu momento preferido do livro “Peregrinação” de Fernão Mendes Pinto é quando os portugueses chegam a terra desconhecida e pedem para os naturais libertarem os portugueses cativos. Por isso, António de Faria envia um emissário que acaba pendurado pelos pés, ameaçado de morte. Descontentes por verem o pobre emissário naquele estado, os lusitanos decidem desembarcar da nau para atacar os chineses. Entraram na cidade, e mais precisamente na prisão para libertar os cativos. Depois de terem libertado os prisioneiros, incendiam a cidade e vão-se embora. Este é o meu momento preferido porque há muita ação e ela é bem transmitida ao leitor. Primeiro, porque acontecem muitas coisas, em pouco tempo: assim o leitor não tem o tempo de respirar. Em segundo, porque as imagens, mesmo não sendo muito realistas, representam bem a batalha que ocorreu. Em terceiro posso dizer que os diálogos são poucos e as descrições são muitas. Assim podemos conhecer os detalhes da libertação dos presos.

Croatia 02 disse...

A meu ver, o momento mais importante da banda desenhada é quando Fernão Mendes Pinto decide embarcar para a Índia em busca de conhecimentos, aventuras e fazer fortuna. Esta decisão mudou completamente a sua vida. E é a partir daí que a história vai ser mais cativante com os seus naufrágios e várias batalhas.

LF disse...

O meu momento favorito da obra é aquele em que Fernão Mendes Pinto entrega a sua arma ao Príncipe japonês como símbolo de confiança e de amizade. Para lhe agradecer o Príncipe iria declarar Fernão Mendes Pinto como novo fundador do Junco do Reino do Bungo por ser o mais feliz do grupo. Apreciei bastante este momento porque ele traduz a imagem de duas pessoas que mal se conhecem, mas que já se consideram amigas e dignas de confiança. Penso que não é fácil confiar desta maneira numa pessoa que acabamos de conhecer e construir uma amizade em tão pouco tempo.

JGT disse...

O momento que mais me marcou no livro de Fernão Mendes Pinto foi o momento em que ele decide arriscar a sua vida partindo para a Índia em busca de aventura, conhecimento e fortuna pois a viagem dura muito tempo (uma vida inteira para alguns) e eu não arriscaria a minha vida por dinheiro nem por aventura.

Vic disse...

Eu gostei do momento em que F. Mendes Pinto embarca numa caravela e que esta naufraga. Então eles agarram-se às pedras para não morrerem na água. Depois vêmo-los numa floresta perigosa com jacarés. Eles tentam atravessar um rio e um dos seus amigos é apanhado por um jacaré e morre. Depois ficam numa árvore esperando ajuda. Esta passagem marcou-me porque mostra que F. Mendes Pinto devia ser muito corajoso.

MP disse...

O meu momento preferido é quando Fernão e três companheiros são bloqueados numa ilha deserta, porque este momento faz-me pensar numa emissão televisiva de que gosto muito e que se chama “Koh Lanta” onde os jogadores devem sobreviver numa ilha deserta.

RR disse...

Gostei da parte em que Fernão Mendes Pinto pede desculpa pelo seu pecado. Ele estava a roubar os tesouros dos reis da China e pediu perdão ao sacerdote que estava a guardá-los. Este momento marcou-me porque o perdão é raro nesta BD.

GR disse...

A parte de que eu mais gostei foi quando o filho do rei foi até ao quarto de Fernão Mendes Pinto, enquanto este dormia, pegou na sua arma para a experimentar, quase causando a sua morte. Gostei desta parte porque eu acho que foi um pouco engraçado.

PF disse...

A minha passagem preferida da B.D é aquela em que Fernão Mendes Pinto é capturado com os seus companheiros, vivem meses de maus tratos, mas devido a uma doença que apanharam (modorra), os carcereiros libertaram-nos com medo do contágio. Fernão Mendes Pinto e os companheiros, passaram a pedir esmola à beira dos caminhos, quando viram alguém que se aproximava, um caminheiro. Ao fazerem o pedido de esmola, este meteu a mão ao peito e mostrou uma cruz e disse “eu também sou português como vocês”. Eu consigo imaginar o sentimento de alívio, alegria e emoção ao verem um símbolo que lhes lembrava a pátria após tanto sofrimento. Vejo mesmo Fernão Mendes Pinto e os seus companheiros chorarem, devido ao sentimento de nostalgia.

JN disse...

Achei interessante o relato onde Fernão Mendes Pinto encontra o grande e poderoso Coja-Acém, e consegue vencê-lo. Gostei desta parte porque aqui mostra que o protagonista era forte, apesar de o guerreiro chinês, Coja-Acem, ser um guerreiro muito temido.

L.N disse...

Escolhi a passagem em que Fernão Mendes Pinto é recolhido por um fidalgo em Setúbal até aos seus 18 anos, que o ajudou muito enquanto ele era adolescente, depois dele ter escapado, com 12 anos, de uma senhora a quem serviu em Lisboa. Gostei desta passagem porque é um momento onde ele é jovem e em que vive miseravelmente e encontra ajuda.

L.A disse...

O meu momento preferido da BD “Peregrinação” de José Ruy é quando Fernão Mendes Pinto chega ao reino de Bungo e durante a sua sesta, o príncipe quis experimentar a arma do português. Mas o príncipe meteu mais pólvora do que devia meter na arma e, ao disparar, a explosão feriu o príncipe na mão e na cabeça. O som da explosão chegou aos ouvidos de Mendes Pinto e, quando acordou, os habitantes de Bungo pensaram que o sucedido era culpa do português e quiseram condená-lo à morte. Quando o príncipe voltou a si, explicou que não era culpa do português mas que era ele que tinha querido experimentar a arma. Os japoneses voltaram a ter confiança no português, sobretudo porque este último curou o príncipe. Gostei muito deste momento porque representa a amizade e a confiança mútua entre os portugueses e os japoneses e a honestidade dos habitantes do reino de Bungo.

AGUIA REAL disse...

O meu momento preferido foi quando Fernão Mendes Pinto chegou ao Japão. Eu gostei desta parte, porque a embarcação, onde seguia, navegou no meio de uma tempestade, e só depois de vinte e três dias avistaram terra. Eu gostei também, porque no meio de tanto desespero, Fernão Mendes Pinto conseguiu chegar ao Japão, local onde os portugueses ainda não tinham conseguido chegar.

AP disse...

Eu gostei do momento quando um velho corsário chinês vem ver António de Faria para dizer-lhe que na China sabe onde se encontra um tesouro. E António de Faria que já era riquíssimo, voltou da sua longa viagem, foi aclamado como um herói e decidiu ir em busca desse tesouro! Eu gostei desse momento, porque nos mostra que todas essas viagens não eram viagens de índole religiosa, eram sobretudo viagens para os aventureiros enriquecerem.

BP disse...

Para mim o momento mais marcante da BD é no início, quando Fernão Mendes Pinto foge misteriosamente da casa da senhora onde ele estava ao serviço havia um ano e meio. O que me marcou é que desde a segunda vinheta ele foge sem sabermos o que se tinha passado, será que ele tinha feito uma asneira ou algo de proibido que não agradasse a senhora. Enfim ele deve ter feito alguma coisa de grave para fugir assim e entrar num barco como se fosse a primeira coisa que lhe chegasse à mão… para mim só pode ser algo relacionado com a morte.

LM disse...

O momento marcante para mim, de que eu gostei, foi quando os portugueses e outros viajantes conseguiram vencer o famoso pirata Cajo Acém. Eles encontraram enfim o bandido que aterrorizava os mercadores e puderam enfim vingar-se. Eles foram heróis por matá-lo, e com isso, salvaram desse homem as suas futuras vítimas.

RS disse...

O melhor momento para mim neste livro foi quando o filho do rei de uma província no Japão pegou na espingarda, de Mendes Pinto, e meteu demasiada pólvora, porque depois todos pensaram que o aventureiro português tinha assassinado o príncipe. Mas quando este recuperou a consciência e voltou a si disse que Mendes Pinto não tinha feito nada e queria que ele o curasse, porque tinha mais confiança nele do que nos bonzos.

A.T. disse...

Uma obra desta riqueza e desta variedade de contrastes faz com que a escolha de um excerto preferido seja exigente. Ainda assim, decido pela passagem da página 51 deste livro, pelo momento em que Fernão Mendes Pinto decide, uma vez mais, partir para outras terras. Gostei muito desta parte porque podemos perceber que ele decide partir por “fome” de aventura e para conhecer mais mundo. Isto mostra-nos que ele era uma pessoa de muita coragem porque apesar de a sua vida ter sido cheia de peripécias e de perigos, a sua escolha continua a ser a de partir.

RAV disse...

Gostei da parte onde um dos filhos do rei do Japão tenta usar a espingarda de Fernão Mendes Pinto durante o seu sono. Achei engraçado o facto de ao meter demasiada pólvora a espingarda expluda nas suas mãos, mas é normal e compreensível porque naquela época, no Japão, ainda não se conhecia a pólvora. Admirei a confiança que ele dá a Fernão Mendes Pinto depois do acidente querendo que fosse o próprio a curar-lhe os ferimentos.

AR disse...

Gostei da parte onde Fernandes Mendes Pinto está no Japão e as pessoas locais pegaram na sua espingarda pois não sabiam a quantidade de mistura explosiva tinham de meter na espingarda, eles meteram a mais e a espingarda explodiu nas mãos dum príncipe. Fernão Mendes Pinto foi acusado do problema, mas quando acordou, o príncipe reconheceu que ele não era o culpado mas que tinha usado demasiada mistura explosiva e pediu a Fernão Mendes Pinto se podia ser curado por ele.

QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?

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