sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

TRANSMISSÃO DE TRADIÇÕES?

Serão as tradições que passam de avós para netos ou de pais para filhos ainda importantes?

Os alunos do 9º ano foram desafiados a escrever um texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de 150  e um máximo de 240 palavras, em que tinham de defender o seu ponto de vista. O texto devia incluir:

            - a indicação do ponto de vista;

            - a apresentação de, pelo menos, duas razões que justificassem esse ponto de vista;

            - uma conclusão adequada.

Apresentam-se a seguir seis opiniões redigidas em sala de aula. Boa leitura!


OPINIÃO 1


    Na minha opinião, as tradições que passam de avós para netos, ou de pais para filhos, ainda são importantes para guardar uma memória capaz de nos ajudar pela vida fora.

    Na cidade onde eu morava, tinha uma brigadeiraria que ficava sempre cheia, mais cheia do que qualquer uma. Era a brigadeiraria da vovó. Elas usavam uma receita de família que passou de geração em geração e era a melhor receita da cidade!

    Desde o meu nascimento, nos aniversários da minha família, só tinha um tipo de bolo: o bolo de chocolate da mãe da minha bisavó, só a nossa família tinha essa receita, a receita do melhor bolo de chocolate que existe. Ainda hoje há quem nos peça a receita.

    Pelo que acabo de referir, penso que é muito importante passar tempo aprendendo as tradições. Até hoje eu me lembro do dia em que a minha avó tentou me ensinar a receita do bolo de chocolate familiar: eu virei a primeira pessoa da família que queimou o bolo de chocolate... uma memória inesquecível que não apaga a importância da transmissão das tradições no seio das famílias!

(186 palavras / LFS)


OPINIÃO 2


      Na minha opinião, as tradições de família são todas importantes, pois permitem criar ligações entre avós e netos ou pais e filhos, mas também passar mais tempo com as pessoas que amamos.

      Eu acho que as tradições que passam de avós para netos são as mais importantes. De facto, nós vemos, na maioria dos casos, menos vezes os nossos avós do que os nossos pais. Por exemplo, na minha situação, os meus avós vivem na Lituânia, e, por isso, eu só tenho a ocasião de os ver duas vezes por ano: no Natal e no Verão. Se criarmos tradições com eles, aproveitaremos mais o pouco tempo que estamos juntos. Além disso, os nossos avós viveram numa época mais longínqua do que os nossos pais. As tradições que passam de avós para netos são geralmente novidade para estes últimos. Assim, os netos aprendem como viviam antigamente os avós e como é que passavam o tempo para não se aborrecerem. Dito isto, acho que as tradições que passam de pais para filhos também são importantes, pois o facto de as crianças passarem bons momentos com os pais é fundamental para ambos os lados.

      Concluindo, como disse no início, quaisquer tradições são essenciais para se criar boas relações numa família. Mas, por razões de frequentação mínima – por causa da distância, por exemplo – e por termos tido infâncias em épocas diferentes (tornando a tradição muitas vezes mais interessante e original), considero as tradições que se passam de avós para netos mais relevantes.

(248 palavras / JBGS)

 

OPINIÃO 3


Cada família tem as suas tradições, que podem ou não perdurar no tempo. Algumas preferem esquecê-las, enquanto outras as preservam. Na minha opinião, é importante que as tradições sejam transmitidas.

Em primeiro lugar, a preservação dessas tradições permite-nos reconectarmo-nos com os nossos avós. É uma bela forma de nos lembrarmos deles.

Além disso, é algo que nos torna únicos. Quando cada família tem as suas próprias tradições, é possível descobrir as tradições dos outros e partilhar as nossas.

Por fim, as tradições são também um meio divertido de passarmos tempo com os nossos avós. Quando crescemos, já não lhes damos tanta atenção como antes: ficamos nos telemóveis e o mundo à nossa volta parece desaparecer. O facto de as tradições serem transmitidas dos avós para os netos cria uma ligação que não deve desaparecer, pois, para a manter, temos de passar tempo juntos.

Em conclusão, para mim, é importante que as tradições sejam partilhadas de geração em geração. Este processo dá origem a belos momentos de partilha, felicidade e cultura. Esse sentimento de originalidade e orgulho é algo que todos deveriam viver.

E, se a sua família não tem nenhuma tradição, invente uma!

(193 palavras / MCF)

 

OPINIÃO 4


Na minha opinião, as tradições que passam de avós para netos ou de pais para filhos são muito importantes. Eu nunca conheci meus avós por isso eu não posso comentar a transmissão de tradições a esse nível, mas eu posso comentar a transmissão de tradições entre pais e filhos.

         No meu caso, o meu pai sempre quis me ensinar tudo sobre a bricolagem porque assim eu acabo sendo independente quando for adulto. Esses ensinamentos vão ser importantes o resto da nossa vida. Meu pai, sendo austríaco, sempre quis partilhar comigo a sua cultura e as suas tradições, nomeadamente sobre festas austríacas.

         A minha mãe me ensina coisas mais delicadas como a cozinha. Eu sei cozinhar muitos pratos baianos como o acarajé, o vatapá e a moqueca. Ela também gosta de festejar Santa Bárbara que tem muita importância para ela. Todas essas tradições e ensinamentos vão ficar em mim o resto da minha vida, e penso que é muito importante. Ela também gosta de compartilhar expressões “brasileiras” que sempre utiliza como: “Quem tem boca vai a Roma”, “Um homem prevenido vale por dois” e também “matar dois coelhos numa cajadada só”. Expressões que eu também vou utilizar!

         Para concluir, penso que é muito importante transmitir as tradições familiares. São “lições” que vão ser úteis a vida inteira e também vão permitir reunir uma pessoa em torno de determinados valores familiares.

(229 palavras / MG)

 

OPINIÃO 5

 

É comum, nos dias de hoje, se questionar sobre o passado e sua importância. Cada família carrega diferentes histórias, culturas, legados. No poema “Habitantes de marquise”, de Raquel Serejo Martins, o sujeito poético compartilha um aprendizado transmitido pela tradição de sua avó: bordar. A questão que nos é colocada é se devemos realmente dar importância às tradições que são passadas de geração em geração. Penso que sim!

         Acho que é sim importante levar em conta e dar importância às tradições que são passadas e ensinadas pois elas beneficiam o nosso desenvolvimento pessoal, como por exemplo, em termos de valores, ideias e costumes. Se não valorizarmos o que nos é ensinado, nunca vamos aprender a crescer, amadurecer e consequentemente a dar valor à nossa cultura. Também acho que não faz sentido não dar importância às tradições, porque é como se esquecêssemos nossa história. Quem foram nossos avós, é também o que somos!

         Em conclusão, são sim importantes as tradições passadas de geração em geração, devemos valorizar nossas culturas e não esquecê-las. Porque com elas nos é dada a possibilidade de crescer.

(180 palavras / CLC)

 

OPINIÃO 6


Na minha opinião, as tradições que passam de avós para netos ou de pais para filhos são muito importantes. Estas tradições podem ser festas, histórias ou atividades como uma dança. Todas são relevantes!

Em primeiro lugar, acho que estes momentos de transmissão são muito importantes porque são lembranças que nunca vamos esquecer. Ainda me lembro, por exemplo, de uma tarde de agosto, quando eu era criança, em que fiz pastéis de bacalhau com a minha avó. E, cada vez que vir pastéis de bacalhau, vou lembrar-me da minha avó. Por isso, penso que as tradições nos ligam aos nossos avós. E aos nossos pais!

Também acho que as tradições fazem parte da história da nossa família e que é importante conhecê-las para poder transmiti-las aos nossos filhos. Desta maneira, não se vão esquecer do que os nossos antepassados viveram, fizeram e aprenderam durante a longa viagem que é a vida. Podemos, assim, começar a vida com alguma experiência.

Para concluir, na minha opinião, as tradições são uma maneira de nunca esquecer aqueles que amamos. Por outro lado, as tradições são, em geral, atividades ou histórias interessantes e divertidas. Por isso, penso que as tradições que passam de avós para netos, ou de pais para filhos, são ainda hoje muito importantes e que é preciso não esquecê-las.

(216 palavras / RPB)

 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

A PALAVRA DO ANO 2025 É (para os alunos de 3e/9º ano):

A lista de dez palavras candidatas para a eleição em 2025 foram as que se seguem abaixo, junto dos significados que justificaram a seleção de cada uma delas: 

agente (IA)
Os agentes de inteligência artificial têm proliferado em diferentes aplicações, como serviços públicos, educação, saúde e comunicação.

apagão
A falha do fornecimento elétrico paralisou o país, deixando milhares de pessoas sem acesso a transportes, comuicações e serviços básicos.

eleições
Após as legislativas de maio, os portugueses voltaram às urnas em outubro para votar nas autárquicas, enquanto se perfilam candidatos para as presidenciais. 

elevador
O trágico acidente com o Elevador da Glória expôs a vulnerabilidade dos sistemas históricos de transporte urbano, levantando sérias questões sobre segurança e manutenção.

flotilha
A flotilha Global Sumud reuniu embarcações de dezenas de países com o objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

fogos 
Com mais de 250 mil hectares de área ardida, 2025 foi um dos piores anos de sempre em termos de fogos florestais. 

imigração
O tema da imigração tornou-se omnipresente, revelando um país dividido entre a necessidade de regulação e os desafios da integração. 

moderado
A dificuldade de acesso à habitação levou o governo a anunciar um pacote de medidas que gerou polémica devido ao valor das rendas moderadas.

perceção
Os dados mostram que a sensação dos portugueses a respeito de temas como segurança, saúde ou corrupção está com frequência desalinhada da realidade.

tarefeiro
O recurso a tarefeiros tem aumentado, designadamente com médicos contratados à hora para suprir carências nas urgências e outros serviços hospitalares.

Este ano as votações para eleger a PALAVRA DO ANO® decorreram até 30 de novembro de 2025 em www.palavradoano.pt e em 3 de dezembro anunciou-se a palavra que, segundo os votantes, melhor representa 2025: APAGÃO!




Esta iniciativa da Porto Editora, em parceria com a Infopédia, decorre há 17 anos e já levou à eleição das seguintes palavras

"Liberdade" (2024) 

"professor" (2023) 

"guerra" (2022)

"vacina" (2021)

"saudade" (2020)

"violência doméstica" (2019)

"enfermeiro" (2018)

"incêndios" (2017)

"geringonça" (2016)

"refugiado" (2015)

"corrupção" (2014)

"bombeiro" (2013)

"entroikado" (2012)

"austeridade" (2011)

"vuvuzela" (2010)

"esmiuçar" (2009)

in https://www.portoeditora.pt/noticias/qual-sera-a-palavra-do-ano-reg/234126

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Os alunos de 3e/9º ano foram desafiados a escolher a palavra do ano 2025, a partir da lista da Porto Editora, apesar da viverem longe de Portugal. Apresentam-se a seguir os votos deles:






Ao escolherem a palavra do ano também indicaram aquela que não lhes parecia ser pertinente para representar 2025:


Podem ler-se a seguir algumas justificações dadas aquando da escolha/rejeição de algumas das palavras da lista proposta pela PE:


JUSTIFICAÇÃO Nº 0

Na minha opinião a palavra do ano é “fogos”. Durante o verão fui testemunha de muitos incêndios, nunca os vi de muito perto, mas mesmo assim, foi aterrador. Isto afetou imenso as minhas férias, e, foi marcante, já que, por causa destes incêndios, vários fogos de artifícios não foram lançados (por exemplo, na festa de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo). Decidi colocar “apagão” no segundo lugar, pois eu não estava em Portugal quando aconteceu, por isso não foi tão importante para mim como os fogos, mas, como a minha avó vive sozinha em Portugal, ouvi falar deste incidente, e fiquei inquieta. Acho, que é incrível dois países ficarem sem luz tanto tempo. Por fim, acho que o desenvolvimento dos “agentes de IA” é claro uma informação atual, no entanto, não fico tão chocada ao ver as proporções que este projeto toma. Já estava preparada para ver as inteligências artificiais tomarem um lugar tão importante no mundo.

(MCF)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 1

Eu decidi colocar a palavra “fogos” em primeiro lugar porque, no meu caso, tem um significado particular, pois, durante as férias de verão, na região onde vivem os meus avós, houve muitos incêndios. Contrariamente ao apagão, eu estava em Portugal quando aconteceram os incêndios e até ajudei a apagar os que rodeavam a minha aldeia. Por isso, também, decidi colocar a palavra “apagão” em segundo lugar. De facto, quando a luz voltou, esqueceu-se rapidamente o apagão, enquanto os fogos não se esqueceram tão depressa já que deixaram as serras negras e despidas. Foi esse aspeto pessoal que me fez colocar essas duas palavras antes de “agente IA”. Mesmo se os agentes (IA) são uma verdadeira revolução, referem algo mais “abstrato” nas nossas vidas. Por enquanto ainda não são tão perigosos como os fogos que alastram pelo mundo e que destroem magníficas paisagens. Os “agentes IA” parecem-me refletir mais a atualidade do que, por exemplo, a palavra “imigração” daí eu ter-lhes atribuído a terceira posição.

(RPB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 2

Na minha opinião, a melhor palavra para representar o ano de 2025 é “agente (IA)”. De facto, neste ano, a inteligência artificial desenvolveu-se bastante, atraindo muitas vezes vários problemas, como na educação: os alunos usam cada vez mais a inteligência artificial para fazer os trabalhos de casa ou, pior, para fazer os testes. Eu acho esta palavra mais importante que os “fogos”, que eu pus em segundo lugar, mesmo se eles me afetaram particularmente porque, no verão, quando fui a Portugal, fomos caminhar nos passadiços de Arouca e tudo à volta estava queimado e o calor era insuportável. Como fomos de carro, atravessámos também o Sul da França que, neste período, estava igualmente afetado com fogos, várias estradas estando fechadas. Podíamos cheirar o cheiro dos incêndios e do fumo. O “apagão” também me marcou bastante, embora menos que os dois primeiros, pois a minha família em Portugal viveu isso e vendo, o que ele provocou, nas notícias, nem podia imaginar o que os meus familiares viviam, mesmo se durou pouco tempo, sem acesso a serviços básicos. Apesar disto, eu acho que a IA representa mais este ano de 2025 porque, sobretudo na escola, todos falam das consequências desta inovação.

(JBG)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 3

A palavra que escolhi como sendo a melhor representação do ano 2025 é a palavra “flotilha”. Ao contrário de outros assuntos apresentados nesta eleição, é um tema que já conhecia antes. A flotilha é importantíssima no caso da situação atual do mundo. Conhecendo o conflito entre Gaza e Israel sinto-me muito orgulhosa por ver Portugal e outros países ajudarem as pessoas que precisam. Acho que o tema da “agente (IA)” é também um tema bem internacional já que vemos muitos sítios internet a participar na evolução da IA. Não sou uma verdadeira fã de IA, mas acho que ela pode ser útil em áreas como a medicina, a história, etc…

No caso do “apagão”, eu não escolhi realmente essa palavra para o terceiro lugar por causa da sua importância em Portugal, mas porque eu conhecia esse assunto e eu estava no Sul da França quando esse acidente aconteceu.

Só espero só que a palavra “flotilha” vença, por causa das dificuldades horríveis do povo de Gaza!

(EB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 4

A palavra que eu escolhi como palavra do ano foi “apagão”. Eu escolhi esta palavra porque o apagão em Portugal e Espanha teve um impacto “bom” na sociedade, mesmo se o acontecimento foi ruim. O impacto bom foi que, por causa da falta de eletricidade, não havia internet, logo ninguém pôde ficar “vidrado” no telefone e muitas pessoas saíram para a rua para jogar, para conversar, ie para socializar o que acabou por unir as pessoas já que todos tinham o mesmo problema. A minha segunda palavra foi “Agente (IA)” porque, afinal, a IA é um assunto atual que tem impacto, só que não teve, e não tem, impacto positivo social igual ao “apagão”: esses agentes de IA poluem, mas a falta de energia não permitiu essa poluição. Mesmo se reduzir a poluição é positivo, o apagão me afetou mais por ter permitido a socialização numa sociedade em que deixámos de falar uns com os outros. Como terceira palavra eu escolhi “imigração” porque é um assunto que é relevante já faz muito tempo, mas não teve em mim um impacto igual ao dos agentes IA ou ao do apagão (este último proporcionou algo que foi legal, na minha opinião: o ver as pessoas saírem para a rua e se reunirem numa sociedade cada vez mais individualista agradou-me bastante!) tal como expliquei acima.

(RF)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 5

Eu coloquei a palavra “eleições” na última posição porque eu acho que não é tão grave como o acidente do elevador da Glória que “custou vidas”. E mesmo se a palavra “elevador” nos faz refletir sobre a vulnerabilidade das máquinas, consegue ser menos relevante do que a palavra “perceção”. Na verdade, o facto de as opiniões dos portugueses estarem frequentemente desalinhadas da realidade é algo muito problemático. Outra razão que me levou a colocar a palavra “eleições” na última posição é o facto das eleições serem frequentemente muito polémicas ao longo da história, isso não é uma novidade. Na minha opinião, estas três palavras são as menos importantes das dez palavras propostas para eleição, porque eu penso que evocam problemas que se resolvem mais facilmente do que, por exemplo, os incêndios.

(RPB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 6

Para mim, a pior palavra para representar o ano de 2025 é “moderado”, pois eu nunca tinha ouvido falar sobre as medidas que geraram polémica. Mesmo depois de me ter informado, eu acho que essa palavra não poderia representar este ano. A palavra “tarefeiro” fica no penúltimo lugar porque, mesmo se já ouvi falar, não me interessa este tema, apesar de estar consciente que isto pode ser injusto em muitos casos, pois os tarefeiros não têm salário fixo e são pagos à tarefa, podendo assim ser mal pagos. Por último, eu pus a palavra “perceção” no oitavo lugar porque me marcou mais do que as outras duas, mesmo se não ouvi falar muito deste assunto. Quando o meu irmão partiu o pulso na ginástica, ele teve de esperar no hospital durante seis horas antes de pôr o gesso. Ele contou-me que havia muita gente, com problemas menos graves do que o dele, que reclamava na sala de espera e era insuportável, pois elas exageravam e acabavam por incomodar todo o mundo. A sensação delas estava com frequência desalinhada da realidade.

(JBG)


JUSTIFICAÇÃO Nº 7

Na minha opinião, a palavra “moderado” é a menos interessante dessa lista. Pode ser importante em Portugal, com certeza, mas eu acho que é só uma contestação fútil de proprietários ricos. Parece-me que esse assunto não é tão essencial como os outros dessa lista.

No caso do “elevador”, acho que refere uma história trágica, porque houve mortes, mas, a importância desse acidente não é capital. Nunca ouvi falar desse acontecimento antes de ter visto essa eleição da palavra do ano e não a pus em último lugar só por respeito pelas pessoas que morreram. Finalmente, para a palavra “imigração” tenho a dizer o seguinte: acho que é um assunto importante, quase mundial para os países acolhedores dos refugiados, mas, já falámos tanto desse assunto no passado... Em França, também não passa um dia sem ouvirmos falar sobre imigração. Eu, claro, tenho pena dos refugiados, obviamente, mas só acho que é um assunto demasiado abordado e por isso coloquei a palavra que o refere em oitavo lugar.

(EB)

 

JUSTIFICAÇÃO Nº 8

Como não sou adulta, a palavra “moderada” refere algo que não me afeta realmente. Na minha opinião, é uma boa decisão da parte do Estado limitar os preços das rendas, mas não sendo maior de idade não me afeta. Decidi pôr as “eleições” no nono lugar, já que ouvi falar destes eventos. Os meus pais vão votar e, claro, falam disso durante o jantar. Já o tema da “imigração” é mesmo algo muito importante e que me preocupa mais por isso coloquei a palavra antes de “eleições” e “moderada”. Não há só imigração em Portugal, os comportamentos escandalosos contra a imigração, como por exemplo o racismo, também estão presentes em França, e isso desde há muito tempo.

(MCF)

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

E A PALAVRA DO ANO 2025 VAI SER...

No final de 2025 foram anunciados pela Porto Editora os vocábulos candidatos à votação da PALAVRA DO ANO® 2025. A lista de dez palavras faz um retrato da vida coletiva em Portugal ao longo do ano. Trata-se de uma iniciativa da Porto Editora e "tem como principal objetivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida." (in https://www.youtube.com/watch?v=wJek6Yla9fk, consultado a 24-11-2025).


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

E se os alunos só pudessem utilizar o telemóvel meia hora por dia?

 Concordas com esta imposição?

Aos alunos do 8º ano foi pedida uma opinião acerca deste assunto evocado na obra de Margarida Fonseca Santos, Sem rede. Tiveram assim que escrever um texto em que apresentassem a opinião deles sobre assunto, com um mínimo de 80 e um máximo de 150 palavras.

texto de opinião tinha de estar dividido em três partes:

na introdução, apresentavam o ponto de vista deles;

no desenvolvimento, referiam, pelo menos, uma razão que justificasse esse ponto de vista;

na conclusão, reforçavam o ponto de vista.


Eis as opiniões que surgiram na sala de aula:


OPINIÃO 1

 

Eu concordo com a decisão dos professores [cf. Sem rede] porque eu acho que uma meia-hora de telemóvel por dia é suficiente, não é necessário que os adolescentes passem mais tempo, diariamente, no telemóvel.

    Essa regra permite que os jovens falem mais uns com os outros, que aproveitem a natureza e os lugares que visitam com a escola, que descubram novas pessoas e se desconectem do mundo virtual.

    Essa limitação permite descobrir novas formas de se divertir sem usar o telemóvel porque as pessoas, e mais especificamente os jovens, usam excessivamente o telemóvel. (93 palavras / MP)

 

OPINIÃO 2

Eu não concordo com esta imposição pois, do meu ponto de vista, considero que meia hora por dia de utilização do telemóvel não é suficiente para os alunos.

Atualmente, a maioria dos jovens usa o telemóvel diariamente, seja para comunicar, para se divertir ou até para organizar o seu dia. Entendo a vontade e estratégia dos professores e dos pais, porém acho que limitar o uso a apenas trinta minutos é muito rigoroso. Seria mais equilibrado permitir o uso do telemóvel em momentos livres, como antes das refeições ou durante as viagens de autocarro [numa visita de estudo]: quando os alunos não estão envolvidos em atividades.

Em conclusão, eu acho que os professores, na imposição criada, poderiam ter acrescentado, no mínimo, trinta minutos por dia. Assim os alunos poderiam ligar para os amigos que tinham sido enviados para outro grupo ou poderiam usar o telemóvel para se divertirem. (148 palavras / LUG)

 

OPINIÃO 3

Concordo com esta imposição, porque os alunos devem aproveitar a visita de estudo em vez de ficarem sempre nos telemóveis. Se fosse permitido usar os telemóveis o dia todo, estariam menos atentos às atividades planeadas pelos professores.

Os jovens estão atualmente viciados nos telemóveis, como se fossem fumadores, não conseguem viver sem o telemóvel, o que está errado. Se os telemóveis forem proibidos ou, como dito no texto, só puderem ser usados durante meia hora por dia, os alunos vão perceber que a vida é mais do que um écran. Sem ter acesso aos telemóveis o dia inteiro, podem aprender mais sobre a vida e dar valor às “coisas”. Poderão brincar, a jogos adequados à sua idade: ao futebol ou às escondidas… em vez de ficar nos telemóveis.

Na minha opinião, se os alunos só puderem utilizar o telemóvel meia hora isso irá beneficiá-los e ajudá-los a serem melhores pessoas. (150 palavras / LN)

 

OPINIÃO 4

 

Na minha opinião, eu não concordo que os alunos só usem o celular apenas essa meia hora diária.

Esse tempo é muito curto. Não dá para aproveitar muito. Quando eu quero ligar para uma pessoa da minha família, por exemplo, eu preciso de pelo menos uma hora para conversar. E quando eu quero ver vídeos de algo de que gosto em um aplicativo também preciso de mais tempo do que apenas meia hora. Só que, na situação descrita no texto, é verdade que, como os alunos foram para um passeio, é bom eles aproveitarem o máximo possível esse passeio, em vez de ficarem grudados no celular.

Portanto, para mim, os alunos deveriam ser autorizados a ficar uma hora por dia no celular. Seria o tempo perfeito. (126 palavras / RSN)

 

 

OPINIÃO 5

 

Eu acho que esse texto é uma forma de mostrar que a minha geração é viciada nos eletrônicos. O texto funciona como uma lição de moral mostrando como os adultos se preocupam com as suas crianças e adolescentes e tentam resolver esse problema levado a sério.

Os jovens da minha época, sem os telemóveis, não conseguem e não sabem se exprimir corretamente. Mais tarde, a geração Beta pode desenvolver depressão por usar muita tela e desenvolver pouco raciocínio lógico.

O texto mostra a realidade dos jovens da atualidade. Eu considero esse texto como uma crítica construtiva capaz de mostrar os problemas causados e como resolver esse excesso de tela. (109 palavras / JG)

 

OPINIÃO 6

Eu penso que é uma boa idea ter meia hora de telemóvel por dia. Assim, os alunos podem aproveitar mais a visita de estudo e podem descobrir mais “coisas” que não conheciam.

Os alunos precisam de ver o que se passa à volta deles sem estarem só a olhar para o telemóvel. Acho que é uma boa ideia controlar o tempo com o telemóvel, porque vai ajudar a diminuir a dependência dos jovens em relação ao telemóvel. Penso que vão aproveitar mais as descobertas que vão fazer durante a visita de estudo.

Por isso que eu penso que é uma boa ideia reduzir o tempo diante dos écrãs, porque vai ajudar os alunos a aprender mais e a ficarem menos dependentes dos telemóveis. (123 palavras / EMS)

 

OPINIÃO 7

Concordo com esta imposição dos alunos só poderem utilizar o telemóvel meia hora por dia, porque, hoje em dia, não brincam e nem saem por conta dos écrãs. Ficam o dia todo a olhar para a tela, como se dependessem daquela caixa tátil miniatura para sobreviverem.  Como se o mundo real não existisse mais e a vida rodasse em torno do telemóvel.

Na visita de estudo, os alunos podem conhecer novos lugares e viver muito mais aventuras saindo e explorando, do que se estivessem sentados e parados vendo telemóvel. Além disso, ficar muito tempo sentado sem fazer nada faz mal à saúde. Os jovens têm que aprender a viver uma vida saudável e divertida.

Essa é minha opinião! Os adolescentes vão crescer e virar adultos, mas adultos dependentes da tecnologia não vão longe. Eles precisam começar a serem fortes e independentes, porque um dia os filhos seguirão os seus exemplos. (150 palavras / LSM)

 

OPINIÃO 8

Os alunos só poderão utilizar o telemóvel durante meia hora por dia, e isso é uma boa ideia!

 Dessa forma, os alunos terão oportunidades de conhecer novas pessoas, aprender coisas novas e divertir-se. Sem o celular, os alunos poderão aproveitar melhor a viagem e até perceber como é a vida fora da internet. Permitir que os alunos usem o celular por meia hora ao dia garante que eles possam registrar momentos importantes e comunicar-se quando necessário, sem perder a atenção nas atividades.

Esse limite, na minha opinião, ajuda a evitar distrações e faz com que todos aproveitem o passeio. (99 palavras / LOG)

 

OPINIÃO 9

Eu acho que é bom utilizar o telemóvel só meia hora por dia,porque os alunos não usam sempre o telemóvel para fazer coisas importantes.

Na escola, os jovens falam com amigos e jogam, mas também estão, por vezes, sempre no telemóvel durante as aulas. Isso distrai os alunos e os professores não conseguem trabalhar bem. Além disso, penso que os alunos passam demasiado tempo nas redes sociais e deixam de aproveitar o tempo para estudar ou fazer outras atividades. O telemóvel pode ser uma distração enorme para os adolescentes, que muitas vezes não conseguem parar de o usar.

Para concluir, os professores têm toda a razão com a medida tomada na visita de estudo: deixar os alunos usar o telemóvel só durante meia hora por dia é muito mais eficaz para que eles possam concentrar-se no que de importante lhes vai ser proposto fazer e aprender na saída escolar. (150 palavras / AS)

 

OPINIÃO 10

Em minha opinião, os alunos deviam ter o direito de usar o celular mais tempo do que a meia hora diária imposta pelos professores durante a visita de estudo.

Os alunos que foram para a viagem sem serem informados sobre a condição de não poderem usar o celular, deviam ter a liberdade de usá-lo em momentos que não estivessem em atividades. Penso que os pais dando acesso à internet em casa aos filhos, já devem ser capazes de limitar o uso do celular. Se isso tivesse acontecido em casa, não teria havido necessidade de trair a confiança dos filhos escondendo deles a decisão dos professores de limitar o uso do celular. E a decisão dos professores teria sido algo menos brusco e repentino. Mesmo se a estratégia de tirar o celular pode ser uma maneira de desintoxicação “eletrónica”, existem outras maneiras de tratar do problema como dar aos alunos atividades que os mantenham interessados e focados.

Em resumo, eu acho que os alunos não precisavam de uma regra tão rigorosa e que, se os adultos lhes dessem mais liberdade em relação ao uso do celular, poderiam tornar a situação menos conflituosa conseguindo, talvez, levar os alunos a ficarem apenas trinta minutos no celular sem lhes impor uma ordem. (208 palavras / JS)

 

OPINIÃO 11

Na minha opinião, a decisão dos professores não respeita os alunos. Nenhum deles a conhecia o que muda tudo.

Primeiro, se tivessem um problema grave, como um acidente, que precisasse de uma intervenção de bombeiros, não poderiam telefonar a pedir ajuda. Seria preciso que a necessidade de telefonar coincidisse com a meia hora definida pelos adultos. E se os alunos não estivessem em segurança com um dos professores de seu grupo – violência ou intimidação – sem acesso ao telemóvel, nunca poderiam contactar alguém do exterior do acampamento para os ajudar.

Acerca do fato de separarem todos os amigos também tenho a minha opinião. Os alunos são adolescentes, estão em plena construção emocional, mental e física. Nesta idade sabe-se que os amigos são muito importantes, eles nos ajudam a evoluir, a sermos melhores e podem nos proteger. Apesar disso, os adultos separaram todos os amigos. Como conseguiram ser tão malvados? Falando de maldades, os pais de Ricardo são o melhor exemplo. Eles sabiam de tudo e não disseram nada ao filho. Pior ainda, eles insistiram e convenceram o Ricardo dizendo “É uma ideia genial, Ricardo, vais adorar!” Eu compreendo perfeitamente o desejo do pai de proteger seu filho, mas esta não é uma boa maneira. Penso que, neste caso concreto, os pais do Ricardo quebraram a relação de confiança que tinham com seu filho. No lugar do Ricardo, eu estaria furiosa, menos por perder acesso ao celular, mas mais por causa da atitude dos meus pais.

Em conclusão, não gostei do texto porque não gostei da atitude dos adultos. (257 palavras / OLS)

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

A LEITURA é uma Necessidade Básica como COMER, TER HÁBITOS DE HIGIENE...

Maurício Leite vive à procura do livro certo e criou uma Mala de Madeira itinerante para levar livros aos jovens e cativá-los para a leitura.


Os alunos do 8º ano escreveram um parágrafo onde tentaram indicar a estratégia que lhes parece mais adequada para cativar os jovens para a leitura. Tinham de justificar a sua estratégia e usar obrigatoriamente a construção DO MEU PONTO DE VISTA... DE FACTO,...


Seguem-se as estratégias:

  1. Do meu ponto de vista, para cativar os jovens para a leitura é importante usar livros com a linguagem simples, histórias divertidas e temas ligados ao seu dia-a-dia, como a amizade, as redes sociais ou as aventuras. De facto, quando a leitura é interessante e fácil de compreender, os jovens sentem mais vontade de ler. (LOG)
  2. Do meu ponto de vista, a estratégia que me parece mais adequada para cativar os jovens para a leitura é indicando-lhes livros do seu círculo de interesse. De facto, quando lemos livros com assuntos que nos interessam, a leitura fica mais divertida e aprendemos mais sobre o que nos interessa. Podemos também começar por livros curtos para depois ler livros cada vez mais longos. (LUG)

  3. Do meu ponto de vista, a leitura é muito importante. Nos ajuda a escrever melhor, treina a gente para ler perguntas de uma prova, por exemplo. De fato, com base em todas essas informações eu incentivaria os jovens a ler, explicando tudo isso para eles. E eu também falaria que eles podem escolher um livro com um tema de que eles mais gostem. (RSN)

  4. Do meu ponto de vista, a leitura pode cativar os jovens, se o texto for simples. De facto, se o vocabulário do texto não for muito complicado, o público jovem pode sentir-se mais interessado pela leitura. (JG)

  5. Do meu ponto de vista, a melhor estratégia para cativar os jovens para a leitura é escrever livros com temas que sejam interessantes. De facto, seria muito interessante que os livros abordassem temas desportivos, como por exemplo o tema do futebol. (EMS)

  6. Do meu ponto de vista, a melhor estratégia para cativar os jovens para a leitura é dar-lhes livros que “falem” sobre o que eles gostam, das suas paixões e das suas preocupações. De facto, se um jovem gostar de cantar, podemos dar-lhe um livro que “fale” sobre música. (LSM)

  7. Do meu ponto de vista, para cativar os jovens para a leitura podemos dar-lhes livros sobre temáticas que lhes interessem e, sobretudo, livros com muito suspense. De facto, quando se lê um livro com suspense a pessoa nunca pára de ler porque quer sempre conhecer o fim do livro. (MP)

  8. Do meu ponto de vista, devemos dar aos jovens livros escritos com o vocabulário usado por eles e com assuntos atuais. De facto, quando um jovem lê um livro com vocabulário juvenil e baseado na atualidade, isso vai cativá-lo. (AS)

  9. Do meu ponto de vista, intervenções de sensibilizadores na escola ajudaria os jovens a tomar consciência da grande importância dos livros. Deixá-los escolher as próprias leituras (com a validação do tema pelo professor), também seria interessante. De facto, ler uma obra de um autor, ou sobre um tema que nos interessa nos ajuda a ler. Compreendo que ler os clássicos da literatura lusófona seja importante, mas muitos desses livros são velhos, sem interesse ou simplesmente aborrecidos. Por isso eu respeito, e agradeço, que variem as leituras - tendo em conta os temas preferidos dos alunos – e desenvolvam projetos interessantes. (OLS)

  10. Do meu ponto de vista, para cativar os jovens para a leitura é dar-lhes a ler livros com imagens. De facto, isso ajuda a perceber melhor a leitura e torna o livro mais interessante. (LN)

  11. Do meu ponto de vista, a melhor estratégia para convencer os jovens a ler é apresentar a eles livros de que eles realmente gostem. De fato, quando nos identificamos com a história ou simplesmente gostamos do conteúdo, a leitura se torna divertida e mais interessante. Ninguém sente prazer ou vontade de continuar um livro que não desperta seu interesse. (JHLS)


QUEM É QUE NÃO QUER VER MELHOR O MUNDO?

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